Após cortes no orçamento, Ministério do Trabalho deve fechar três agências

sábado, 12 de agosto de 2017 às 08:33
Foto: Reprodução/ Internet

Corte de verbas podem fazer com que três das seis unidades de atendimento do Ministério do Trabalho no Tocantins deixem de existir. A partir de setembro, os serviços não devem mais ser oferecidos em Porto Nacional, Dianópolis e Araguatins.

Em Porto Nacional, por exemplo, a agência faz cerca de 250 atendimentos por mês. Se o local deixar de funcionar, os trabalhadores vão precisar recorrer a Palmas, Araguaína ou Gurupi.

“Fechar mais um órgão público que a gente utiliza o tempo inteiro, que você vê todo mundo sempre precisando, sempre necessita de alguma coisa, eu acho um descaso com a população”, reclamou a autônoma Meire Nunes.

O pedido para fechar as unidades foi feito pela Delegacia Regional do Trabalho e ainda precisa de aprovação do Ministério do Trabalho. “Vai ficar péssimo porque a gente vai ter que se locomover para Palmas”, disse o comerciante Romário Tadeu Silva.

O encerramento das agências deve acontecer por causa de um corte de mais de R$ 500 mil no orçamento anual. A Delegacia Regional do Trabalho do Tocantins informou que diminuiu contratos e reduziu gastos, mas não conseguiu economizar o necessário.

“O serviço vai ser prestado normalmente, as emissões de carteira de trabalho, ingresso no seguro desemprego, vão ser feitos nas unidades centralizadas. Alguns municípios têm convênio e todas essas localidades tem funcionando o Sine”, disse o superintendente regional de trabalho e emprego no Tocantins, Cezar Amaral.

Conforme a delegacia, a medida deve gerar economia de quase R$ 320 mil por ano. Os funcionários das agências serão ser remanejados. Porém, o setor sindical reclama.

“Nos entendemos que com o corte orçamentário no Ministério do Trabalho vem prejudicar o trabalhador, uma vez que ele vai deixar de ser assistido por falta de pessoal, de recurso para deslocamento. O governo precisa cortar as gorduras antes de mexer no direito do trabalhador”, afirmou o presidente do sindicato dos trabalhadores Clayton Pinheiro.

(G1/TOCANTINS)

-- Publicidade --

Comentários no Facebook