
ARAGUATINS – O diretor da Escola Estadual Aldinar Gonçalves de Carvalho, Juliano Laurindo Cardoso, falou sobre como é a realidade do ensino remoto nas escolas públicas do Brasil no momento em que o país teve que fechar. Em Araguatins, assim como na maior parte das cidades brasileiras, os profissionais de educação e os alunos têm enfrentado desafios diários para manter a qualidade do ensino.
De repente, em 2020, a Escola Aldinar Gonçalves de Carvalho precisou mudar toda a sua metodologia para aulas on-line por meio da plataforma Google Meet. Tudo o que os professores haviam aprendido e exercido por vários anos teve que ser adaptado para o classroom.
“As condições socioeconômicas têm atrapalhando as aulas on-line. Além dos roteiros impressos, a escola adotou aulas pelo Google Meet, e alguns alunos não têm acesso aos recursos digitais. Algumas famílias utilizam um único aparelho celular para dois ou mais filhos. Teve até desistências de alunos, eles chegaram a abandonar a escola”, lamenta o diretor.
Atualmente, a unidade escolar trabalha através de roteiros impressos de estudo e utiliza as videoaulas como complemento. Cerca de 60% dos alunos acompanham as aulas on-line. A escola está seguindo decreto municipal de isolamento social e continuará com atividades remotas até o fim do semestre, com previsão para começar em agosto o ensino híbrido (uma parte das aulas de forma presencial e outra, remota).
Outro ponto complicado foram as constantes mudanças que o Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola sofreu devido à pandemia. “O PPP funciona como um guia para as ações a serem desenvolvidas na escola. Tem sua sistematização nunca definitiva de um processo de construção. Geralmente ele é reestruturado com toda a comunidade escolar uma vez por ano, mas sempre que necessário estamos modificando. Na pandemia, as mudanças se tornaram constantes. Vivemos uma incerteza”, reflete Juliano Laurindo Cardoso.
(Voz do Bico)