Voz do Bico

Católicos celebram hoje a solenidade de Corpus Christi

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Foto: Canção Nova

AUGUSTINÓPOLIS – Nesta quinta-feira (31), a Igreja Católica celebra a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que ficou mais conhecida com o título em latim, Corpus Christi. Em todas as paróquias do Bico do Papagaio haverá missa e procissão.

Conforme o presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, a origem da Festa de Corpus Christi começou entre os séculos 11 e 12, na Bélgica, e começou pela insistência de João de Lausanne, junto ao bispo de Liège, Roberto de Thorote.

Ainda segundo dom Armando, em junho de 1264, o papa acolheu o corporal ensanguentado de Bolsena e, no dia 11 de agosto, do mesmo ano, instituiu a festa para toda a Igreja Católica.

“Com rapidez, começando por diversas cidades da Bélgica, da França, da Alemanha e da Itália, a celebração se expandiu. A súbita morte do papa Urbano, em 2 de outubro de 1264 impediu que a celebração tivesse maior e mais repentina difusão”, afirma dom Armando.

Entre todas as procissões, dom Armando diz que a do Corpus Christi tornou-se a mais participada e solene. “As raízes da ambiguidade se encontram ainda no início. Na época, o desejo de ‘ver a hóstia’ era considerado como o ato de fé mais importante, enquanto o sentido da comunhão ao Corpo do Senhor tinha-se quase perdido. Somente em tempos mais recentes se retoma, na teologia e na vida cristã, a centralidade da celebração eucarística; nela, de fato, o culto à divina Eucaristia deve encontrar seu fundamento. Se desligar de sua nascente, as sagradas espécies perdem a ligação com o mistério pascal, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, afirma o bispo.

Hoje, segundo dom Armando, a Igreja recomenda que o culto eucarístico manifeste dependência e referência à celebração e, na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a procissão seja “um sinal de fé e de adoração da comunidade”.

“Recomenda-se que a hóstia a ser levada em procissão seja consagrada na mesma missa; os cantos e as orações deverão contribuir para que todos manifestem sua fé em Cristo, atentos somente ao Senhor. Assim, a procissão tornar-se-á um verdadeiro testemunho do Senhor que continua ‘no meio de nós’ e, pela fé dos discípulos, sinal de sua presença em nossa vida do dia-a-dia”, finaliza o bispo. (Redação Voz do Bico, com informações da CNBB)

 

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