
A deputada pôde presenciar in loco o racha interno que consome as energias dos verdes, que neste momento poderiam estar sendo canalizadas para uma pré-campanha e no entanto estão concentradas em um joguete político de interesses ardilosos, que no frigir dos ovos muito pouco teve a ver com a finalidade da visita da deputada, que seria definir de fato se o candidato do partido seria Giltão ou Vanderlei.
O vice-prefeito tem o apoio da maioria dos convencionais com direito a voto, enquanto Giltão usa a velha tática de comparecer cercado de uma trupe barulhenta com o intuito de impressionar, e com isso “ouvir” a batida do martelo que sacramentaria seu nome como futuro candidato da legenda. Arruda não se deu por rogado, bateu o pé e a decisão ficou de fato para o dia 16, data agendada para convenção municipal. Nesse meio tempo deve acontecer uma pesquisa para definir o melhor nome, o que pode gerar mais problemas. Legalmente, quem decide os candidatos de um partido são os convencionais, e não pesquisa.
O portal Voz do Bico ouviu várias pessoas ligadas às entranhas do PV, e o receio da maioria recai sobre o histórico do Giltão, que em 2016 ensaiou uma candidatura na cidade de Sampaio e poucos dias antes da convenção “arriou” para o atual prefeito Armindo. Há dois anos se colocou como pré-candidato a deputado federal, inclusive promovendo várias reuniões com a comunidade local. No último instante, sem nenhuma explicação, jogou a toalha para apoiar a candidatura do deputado federal Thiago Dimas. Esse comportamento vacilante tem colocado dúvida sobre suas intenções.
Resumo da ópera: A maioria teme que Giltão, com seu histórico de não segurar candidatura, estaria no fundo interessado em usar o partido em uma negociata futura e mais uma vez abandonar a disputa, como já fizera sem nenhum pudor.
(Redação Voz do Bico)