Voz do Bico

Cláudia Lélis não consegue sanar “racha” no PV e pré-candidatos irão para disputa

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AUGUSTINÓPOLIS – Uma viagem frustrante. É assim que deve ser considerada a viagem da presidente estadual do Partido Verde (PV), deputada estadual Cláudia Lélis, em Augustinópolis neste sábado, 5, na tentativa de apaziguar os ânimos dos dois grupos que disputam um possível encabeçamento de chapa para disputar a Prefeitura de Augustinópolis. De um lado se encontra Gilton Venâncio, o Giltão, e do outro o atual vice-prefeito de Augustinópolis, Vanderlei Arruda.

A deputada pôde presenciar in loco o racha interno que consome as energias dos verdes, que neste momento poderiam estar sendo canalizadas para uma pré-campanha e no entanto estão concentradas em um joguete político de interesses ardilosos, que no frigir dos ovos muito pouco teve a ver com a finalidade da visita da deputada, que seria definir de fato se o candidato do partido seria Giltão ou Vanderlei.

O vice-prefeito tem o apoio da maioria dos convencionais com direito a voto, enquanto Giltão usa a velha tática de comparecer cercado de uma trupe barulhenta com o intuito de impressionar, e com isso “ouvir” a batida do martelo que sacramentaria seu nome como futuro candidato da legenda. Arruda não se deu por rogado, bateu o pé e a decisão ficou de fato para o dia 16, data agendada para convenção municipal. Nesse meio tempo deve acontecer uma pesquisa para definir o melhor nome, o que pode gerar mais problemas. Legalmente, quem decide os candidatos de um partido são os convencionais, e não pesquisa.

O portal Voz do Bico ouviu várias pessoas ligadas às entranhas do PV, e o receio da maioria recai sobre o histórico do Giltão, que em 2016 ensaiou uma candidatura na cidade de Sampaio e poucos dias antes da convenção “arriou” para o atual prefeito Armindo. Há dois anos se colocou como pré-candidato a deputado federal, inclusive promovendo várias reuniões com a comunidade local. No último instante, sem nenhuma explicação, jogou a toalha para apoiar a candidatura do deputado federal Thiago Dimas. Esse comportamento vacilante tem colocado dúvida sobre suas intenções.

Resumo da ópera: A maioria teme que Giltão, com seu histórico de não segurar candidatura, estaria no fundo interessado em usar o partido em uma negociata futura e mais uma vez abandonar a disputa, como já fizera sem nenhum pudor.

(Redação Voz do Bico)

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