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Deputado estadual Jair Farias conta suas expectativas para as próximas eleições

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Deputado Jair Farias. Foto: Asom.

BICO DO PAPAGAIO – O deputado estadual Antonio Jair Abreu Farias, que é o principal líder do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na região do Bico do Papagaio já foi prefeito de Sítio Novo do Tocantins por três mandatos e nas eleições de 2018 foi eleito com 22.952 votos para o seu primeiro mandato como parlamentar estadual, tem seu domicílio eleitoral em Sítio Novo do Tocantins onde o atual gestor, Alexandre Farias, é seu sobrinho.

Jair Farias é o segundo entrevistado da série que o portal Voz do Bico vem publicando nesta semana abordando as eleições municipais deste ano e os desafios que os candidatos, os políticos em geral e os apoiadores enfrentarão devido à pandemia de Covid-19 que tem obrigado as pessoas ao isolamento e os políticos a mudarem suas estratégias.

Voz do Bico – Qual a expectativa do senhor para as eleições deste  ano em Augustinópolis e na região do Bico do Papagaio, onde o deputado Jair Farias tem sua base eleitoral?

Jair Farias: Está favorável para dar tudo certo em Augustinópolis, é só a gente ter um pouco de paciência e habilidade. Eu vejo o Roni com uma performance muito boa, não vejo nele rejeição. Acho que ele está decidido a ser candidato mesmo e vamos esperar para ver como os outros pré-candidatos se manifestarão de fato. Minha análise é de que ele está bem tanto de um lado quanto do outro.

VB – O senhor acredita que os problemas enfrentados hoje pela sociedade, com o coronavírus, podem interferir no processo pré-eleitoral, já que fica difícil fazer reuniões e convenções?

J.F. Sim. Na verdade, foi muito ruim para todas as coisas, principalmente para a saúde das pessoas. A economia também teve problemas, e para as eleições não será diferente.

VB – Quanto aos rumores sobre o adiamento das eleições, o senhor acredita que é possível uma prorrogação dos mandatos?

J.F. Eu acho muito difícil ocorrer a prorrogação de mandatos. Na minha opinião, é uma matéria complexa porque ela tem uma aceitação lá no Senado mas uma resistência da Câmara Federal, inclusive pelo presidente Rodrigo Maia, e a gente já viu entrevista com os integrantes do Tribunal Superior  Eleitoral (TSE) admitindo, por exemplo, a data das eleições para o último domingo de novembro.

VB – O quanto a mudança na data beneficiaria os prefeitos e vereadores que estão no poder?

J.F. Isso depende da interpretação. Eu vi um artigo em que as pessoas acham que favorece muito quem está no poder. Eu já acho que não, que prejudica a todos, mas quem está no poder ainda vai ter mais dificuldades, porque haverá mais pessoas desempregadas, mais problemas sociais, e as receitas diminuíram. Também existe uma campanha muito grande da própria mídia e nas redes sociais contra os gestores, quanto ao dinheiro que vem para combater o coronavírus, que o povo deve vigiar e tudo. É um dinheiro que, por exemplo, para São Miguel, vieram dois mil reais por causa do coronavírus, como recurso extra, e Sítio Novo recebeu 37 mil reais. Eu acho que quem está no poder vai sofrer mais [em relação aos pré-candidatos que não estão no poder], porque é no município que está o problema maior. As pessoas colocam culpa em quem está no poder, por estarem desempregadas. Então eu acho que a campanha, quanto menor [devido ao isolamento social], melhor para quem está na oposição, até porque as estruturas financeiras são menores.

VB – Essa pandemia também prejudicou as ações parlamentares, como as emendas?

J.F. Claro, eu estou há mais de um mês com os projetos parados. Nós tínhamos planos para obras na região, mas tivemos que mudar as ações. Colocamos recentemente R$ 500 mil das nossas emendas para a universidade de Augustinópolis [Unitins-Augustinópolis], R$ 500 mil para a Saúde, além de R$ 500 mil que já tínhamos colocado, e R$ 600 mil para a compra de cestas básicas, para atender à região do Bico do Papagaio.

VB – O MDB está estruturado na região do Bico do Papagaio para as eleições deste ano, sobretudo quanto aos nomes escolhidos para as eleições majoritárias?

J.F. Eu creio que o MDB é hoje o partido mais estruturado do Bico do Papagaio, com candidatura própria em 16 a 17 das 25 cidades da região. Nós temos a candidatura à reeleição do prefeito Alexandre, em Sítio Novo, do prefeito Adriano, em São Sebastião, do prefeito Jackson, em Darcinópolis, Cláudio Santana, em Araguatins, Borjão, em Buriti… São candidaturas de pessoas que já estão no exercício do mandato. E vai ter candidaturas nos mais diversos municípios: em Axixá, por exemplo, tem a candidatura do vereador Negão do Sinda, que já é candidatura consolidada; em Augustinópolis, nós temos a pré-candidatura da dona Carmem Alcântara, que é representante do MDB. Em Esperantina tem o companheiro Francimar, em Praia Norte tem o vereador Doutor. Em Sampaio tem a dona Maria Marques. Em Maurilândia está definida a pré-candidatura do Dr. Rafael Maracaípe; em Palmeiras, o Júnior Noleto; em Angico, a dona Zena Maria; em Aguiarnópolis também deverá ter candidatura. Em Itaguatins o MDB caminhará com a reeleição da prefeita Ivoneide Barreto. Em Carrasco, eu devo apoiar a candidatura apoiada pelo prefeito Carlos Alberto. Em Nazaré o MDB vai apoiar a candidatura do ex-prefeito Cleiton Paulo. Lá em Ananás também vai ter candidatura própria do MDB. Em Santa Terezinha vai ter candidatura da doutora Jocélia. Além disso, terá candidatos a vereador em todas as cidades.

VB – Especificamente Augustinópolis…

J.F. Em Augustinópolis, o MDB trabalha para composição com o campo das oposições. A gente fica à espera das definições, tem o empresário Roni Teodoro, que respeitamos e consideramos um bom nome, temos o Gilton Venâncio, que também é pré-candidato das oposições, de forma que queremos fazer esse diálogo, mas a definição naturalmente passará pelo crivo da ex-prefeita Carmem e do ex-prefeito Zé Anacleto.

VB – O senhor gostaria de acrescentar alguma coisa?

J.F. Ainda nesta semana serão publicadas as entrevistas com os deputados Fabion Gomes e Osires Damaso e com a senadora Kátia Abreu.

(Redação Voz do Bico)

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