Voz do Bico

Implantação do Colégio Militar encontra oposição entre servidores

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Colégio Militar de Palmas – Foto: Secom/Divulgação

ARAGUATINS – A possibilidade da instalação de uma Unidade do Colégio Militar em Araguatins (CPM) repercutiu em toda a região. Muitos pais de alunos e estudantes ficaram felizes com o desenvolvimento que seria trazido através desse colégio, uma vez que é CPM de Palmas é a escola pública do Tocantins com melhores índices do Estado, inclusive, no ENEM. Estima-se, por exemplo, que mais de 100 pais de alunos, somente de Augustinópolis, pegaram a transferência nas escolas para matricular seus filhos no novo Colégio, que viria a funcionar onde hoje é o Centro de Ensino Médio (CEM) Profª Antonina Milhomem.

Contudo, um embate teria surgido no meio tempo em que a comissão para a implantação do CPM realizou as visitas técnicas. A instalação do Colégio Militar, que a princípio foi bem vista por todos, supostamente passou a ser rejeitada por um grupo de servidores do CEM Profª Antonina Milhomem. Fontes informaram ao VB Notícias que os supostos opositores teriam realizado uma reunião e recrutaram um membro do Grêmio Estudantil do CEM para realizar um abaixo-assinado contra a instalação do Colégio Militar. No entanto, de acordo com a fonte, o abaixo-assinado, que seria entregue a comissão técnica em uma segunda visita, realizada no dia 20 de dezembro de 2017, não conseguiu número relevante de assinaturas. Sendo assim, os servidores inconformados teriam recorrido ao Sindicato Trabalhadores Educação Estado Tocantins (Sintet) para que este apresentasse o ponto de vista desses servidores.

A possibilidade de que professores e outros servidores tivessem que ser transferidos, ocasionando a separação de profissionais que conviviam há anos e o próprio fim do CEM Profª Antonina Milhomem, junto com a alternativa de que o Colégio Militar fosse implantado em outro local, teriam sido os principais argumentos dos servidores que discordaram da escolha do local.

Mesmo com o suposto embate, os professores que foram consultados pela  comissão técnica do CPM assinaram a ata consentindo a implantação do mesmo no CEM Profª Antonina Milhomem na reunião do dia 20 de dezembro de 2017. O resultado se repetiu no dia seguindo quando alunos e pais foram consultados pela comissão.

O impasse, porém, chegou ao seu ápice, mesmo após a aprovação por professores, pais e alunos, quando um boato, atribuído ao grupo de servidores que se opunham ao projeto, tentou difundir a falsa informação de que o Colégio Militar iria cobrar mensalidade dos alunos. Até mesmo o valor foi inventado: R$ 200,00 por aluno.

Devido à falta de consenso, a Secretaria Estadual de Educação teria até mesmo, em uma tentativa de acalmar os ânimos dos envolvidos, cogitado a mudança de planos, no qual o CPM deixaria de ser implantado no prédio do CEM para ser instalado no prédio de um colégio de ensino fundamental, o que geraria outros transtornos, pois demandaria o remanejamento dos alunos.

Nada resolvido, por enquanto a expectativa de muitas pessoas da região de que este Colégio Militar, pela excelência do ensino, seja implantado permanece.

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