
Cachoeirinha, Maurilândia do Tocantins e Tocantinópolis conquistam posições de destaque na 2ª edição do prêmio da Semarh, consolidando ações de preservação e biodiversidade como pilares de desenvolvimento regional.
BICO/PALMAS – Na manhã desta quinta-feira, 11, as gestões ambientais da região do Bico do Papagaio celebraram uma vitória histórica na capital do Estado. Os municípios de Cachoeirinha, Maurilândia do Tocantins e Tocantinópolis foram os grandes destaques biquenses na 2ª edição do prêmio ICMS Ecológico 2025. O evento, promovido pelo Governo do Tocantins por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), ocorreu no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE/TO) e reuniu lideranças políticas e especialistas do setor.
A premiação, popularmente consagrada como o “Oscar do ICMS Ecológico”, tem como propósito central laurear os municípios que apresentaram resultados práticos e mensuráveis na implementação de políticas sustentáveis. Ao todo, treze cidades tocantinenses foram condecoradas, mas o desempenho em bloco do extremo norte do estado chamou a atenção pelas pontuações expressivas em critérios de governança e conservação direta.
Gestão e Biodiversidade Premiadas
O município de Cachoeirinha garantiu o 3º lugar na categoria Critério 1 – Índice de Política Municipal de Meio Ambiente, um reconhecimento ao esforço técnico de estruturação administrativa, fiscalização e engajamento institucional na agenda verde.
Já no Critério 3 – Índice de Conservação da Biodiversidade, que avalia o manejo de Unidades de Conservação e a salvaguarda de Terras Indígenas e Territórios Quilombolas, a região obteve uma dobradinha memorável: Maurilândia do Tocantins conquistou o honroso 2º lugar, seguida de perto por Tocantinópolis, que assegurou a 3ª colocação nacional na mesma categoria.
Visão de Futuro e Integração
Ao abrir o encontro, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, enfatizou que o principal desafio contemporâneo reside na quebra de paradigmas culturais, destacando que a proteção aos ecossistemas é o alicerce econômico para o turismo e o agronegócio.
“Precisamos fazer as pessoas entenderem que o meio ambiente não é impeditivo para o desenvolvimento. Pelo contrário, o meio ambiente é a chave do desenvolvimento. Como falar em cidades sustentáveis sem dar a destinação correta aos resíduos? Como falar em turismo sem preservar nossos rios e as belezas naturais espalhadas por todo o Tocantins? E como falar em produção agropecuária sem água?”, questionou Lelis.
O secretário ressaltou ainda que a construção dessa consciência coletiva deve ser compartilhada por toda a sociedade e gestores públicos, onde a integração entre municípios, Estado e Governo Federal é fundamental para ampliar os resultados. “Essa missão é de todos nós”, concluiu.
Presente na solenidade, a promotora de Justiça Maria Cristina da Costa Vilela teceu elogios às prefeituras que superaram os desafios estruturais para priorizar a sustentabilidade. “É importante reconhecer aqueles municípios que tiveram a coragem e a iniciativa de desenvolver projetos de cunho ambiental voltados à preservação do meio ambiente”, sublinhou.
O Impacto Financeiro do ICMS Ecológico
O programa funciona como uma importante política de pagamento por serviços ambientais, por meio da qual o Governo do Tocantins repassa 13% do Índice de Participação dos Municípios (IPM), considerando os resultados comprovados das ações ambientais desenvolvidas por cada gestão municipal.
A diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Florestas da Semarh, Letícia Vieira, apresentou dados financeiros robustos do programa: nos últimos seis anos, o ICMS Ecológico repassou R$ 792 milhões aos municípios tocantinenses. Somente em 2025, o montante destinado foi de R$ 166 milhões, servindo de combustível econômico direto para que as prefeituras continuem investindo na qualidade de vida e conservação de suas riquezas naturais.
Resumo dos Índices Avaliados:
A pontuação dos municípios para o preenchimento do ranking baseia-se em seis eixos:
Política Municipal de Meio Ambiente (Destaque para Cachoeirinha)
Controle de Queimadas e Incêndios Florestais
Conservação da Biodiversidade (Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Quilombolas) (Destaque para Maurilândia e Tocantinópolis)
Saneamento Básico e Conservação da Água
Conservação do Solo
Turismo Sustentável
Também foram premiados no evento os municípios de Porto Nacional e Juarina (que se destacaram em mais de um critério), Lajeado, Guaraí, Caseara, Tocantínia, Palmas, Palmeirópolis, Nova Olinda e Araguacema.
Municípios premiados
Critério 1 – Índice de Política Municipal de Meio Ambiente
1º lugar – Porto Nacional
2º lugar – Lajeado
3º lugar – Cachoeirinha
Critério 2 – Índice de Controle de Queimadas e Incêndios Florestais
1º lugar – Juarina
2º lugar – Guaraí
3º lugar – Caseara
Critério 3 – Índice de Conservação da Biodiversidade (incluindo Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Territórios Quilombolas)
1º lugar – Tocantínia
2º lugar – Maurilândia do Tocantins
3º lugar – Tocantinópolis
Critério 4 – Índice de Saneamento Básico e Conservação da Água
1º lugar – Porto Nacional
2º lugar – Palmas
3º lugar – Palmeirópolis
Critério 5 – Índice de Conservação do Solo
1º lugar – Juarina
2º lugar – Nova Olinda
3º lugar – Porto Nacional
Critério 6 – Índice de Turismo Sustentável
1º lugar – Araguacema
2º lugar – Caseara
3º lugar – Tocantínia
(Redação Voz do Bico, com informações Meio Ambiente-TO)