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Municípios do Bico do Papagaio recebem capacitação sobre doenças de chagas, leishmaniose e dengue

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Foto: Divulgação / SES

Redação Voz do Bico*

PALMAS – Avaliação das atividades estratégicas e indicadores realizados pelos municípios em 2018 e a programação das atividades que serão desenvolvidas em 2019 no combate e controle das doenças de chagas, leishmaniose visceral e do Aedes aegypti foram discutidas, em Palmas, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), técnicos do Ministério da Saúde e representantes dos municípios do Bico do Papagaio.

Os temas debatidos foram: as ações de promoção, vigilância e controle da doença de chagas e da leishmaniose visceral; entrega de certificados para quem atingiu as metas do ano de 2018; exposição dos novos protocolos; cenário epidemiológico; diagnósticos; tratamentos; entre outros. Além disso, foram compartilhadas informações e o detalhamento de ações para conter o aumento dos casos de dengue, Zika e Chikungunya.

Maria Cineide Alves de Sousa, coordenadora de endemias de Carrasco Bonito, esteve na reunião e considera importante esta aproximação da gestão Estadual e Federal neste momento. “Este ano só estamos com um caso confirmado de dengue e dois sob investigação, mas o cuidado que a vigilância tem que ter é grande, pois já tivemos mais casos em anos anteriores. Aqui recebemos algo que considero muito importante, que é a orientação sobre a mobilização da população que deve colaborar no combate ao mosquito”, destacou.

Segundo a bióloga da Secretaria Estadual de Saúde que trabalha especificamente na área de chagas, Ilomara Camaço, “este momento é de suma importância e felizmente os municípios tem a consciência da participação de cada um no processo, principalmente na atualização dos processos e protocolos repassados pelo Ministério da Saúde, como no relato das boas práticas compartilhadas”.

De acordo com dados da área técnica, em todo o Estado, foram notificados e confirmados 47 casos agudos de doenças de chagas, no período de 2007 a 2018. A maioria teve a transmissão por via oral. Sobre a leishmaniose visceral, em 2018 foram 233 casos confirmados de leishmaniose visceral em humanos, com 13 óbitos confirmados pela doença e 17 óbitos sob investigação.

No último levantamento a gerência de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses identificou que Porto Nacional, Oliveira de Fátima, Dianópolis, Miracema do Tocantins, Palmas, Silvanópolis Monte do Carmo, Tocantínia, Ipueiras, Paraíso do Tocantins, Rio da Conceição, Talismã, Chapada da Natividade, Formoso do Araguaia e Santa Rosa do Tocantins registraram 80% dos casos no Estado. (*Com informações da Assessoria)

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