Voz do Bico

PF cumpre mandados de prisão e condução contra servidores do Ministério da Agricultura no Tocantins

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Foto: divulgação

As investigações de crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa), frigoríficos e laticínios em Araguaína, Nova Olinda e Gurupi, realizadas pela Operação Lucas, gerou o desdobramento de uma segunda fase, a Vegas, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 30. A Polícia Federal cumpre mandados no Tocantins, Minas Gerais e Maranhão.

Segundo a corporação, cerca de 115 policiais federais cumprem 51 mandados judiciais, sendo, um prisão preventiva, dez prisões temporárias, 12 mandados de condução coercitiva e 28 mandados de busca e apreensão nos estados já citados. No Tocantins, os alvos estão nos municípios de Araguaína, Gurupi, Palmas e Paraíso.

As pessoas investigadas, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, cujas penas podem chegar a 12 anos de reclusão. O nome da operação é uma alusão a um diálogo interceptado no qual um dos investigados afirma que “tudo que se passa em Vegas fica em Vegas”, informou a Polícia Federal.

Esquema
A Operação Lucas foi deflagrada em maio deste ano depois de a Polícia Federal apurar, por meio de quebras de sigilos fiscal e bancário, que a ex-superintendente do Mapa à época dos fatos, Adriana Carla Floresta Feitosa, recebia de empresas fiscalizados valores mensais para custear despesas familiares em troca do retardamento de atos de fiscalização em frigoríficos e laticínios do Estado do Tocantins..

Apenas na conta pessoal de Adriana Carla Floresta Feitosa, a investigação, em sua primeira fase, identificou a diferença de mais de 200% do declarado em seu imposto de renda. Também foi detectado que o esquema criminoso movimentou cerca de R$ 3 milhões, entre os anos de 2010 a 2016. A ex-superintendente chegou a ser presa pela Polícia Federal.

(CLEBER TOLEDO)

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