Voz do Bico

Iraque faz ofensiva no deserto contra últimos membros do Estado Islâmico

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Membros do governo pró-Síria avançam por Albu Khamal – STRINGER / AFP

O Iraque anunciou nesta quinta-feira o início de uma operação militar no deserto da região oeste do país para expulsar os últimos combatentes do grupo extremista Estado Islâmico (EI) de seu território. Nos últimos meses, as forças aliadas retomaram bases e ocuparam cidades antes dominadas pelos terroristas, que fugiram às áreas mais ermas da região.

“O exército, a polícia federal e (as forças paramilitares de) Hash al-Shaabi iniciaram esta manhã uma vasta operação para limpar a região de Al Yazira, que passa pelas províncias de Saladino, Nínive e Al-Anbar”, afirma em um comunicado o general Abdelamir Yarallah, do Comando Conjunto de Operações (JOC).

De acordo com especialistas, a área da operação representa 4% do território do país, ou seja, 7 mil quilômetros quadrados. A ofensiva chega dias depois de o presidente iraniano, Hassan Rouhani, declarar o fim do grupo terrorista após a retomada do último reduto urbano e da última cidade sob poder do EI. O Exército da Síria, no mesmo tom, decretou que a ocupação das bases significava a derrocada do projeto político dos extremistas, embora alguns deles ainda se movimentassem por vilarejos e pelo deserto do país.

Já o primeiro-ministro iraquiano, Haider Al Abadi prefere esperar. Ele afirmou na terça-feira que não pretendia anunciar a derrota do EI antes de limpar os redutos jihadistas que persistem nas zonas desérticas do país.

“Após o fim da operação, anunciaremos a derrota total do Daesh no Iraque”, disse, em referência ao EI por seu acrônimo em árabe.

Em um comunicado separado, a Hashd al-Shaabi anunciou “a primeira etapa de uma longa operação para libertar uma região desértica entre as províncias de Saladino, Nínive e Al-Anbar, até a fronteira com a Síria”.

“A ofensiva, com o apoio das forças aéreas iraquianas e realizada em conjunto com o exército e a polícia federal, foi iniciada a partir de três eixos”, afirma o comunicado.

(O GLOBO)

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