
BRASÍLIA – A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta sexta-feira a prorrogação por 60 dias do inquérito referente ao decreto dos portos, que investiga um suposto pagamento de propina ao presidente Michel Temer (MDB). O pedido será avaliado pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na manifestação encaminhada ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, explica que a solicitação de mais prazo partiu da Polícia Federal. Na quinta-feira da semana passada, o delegado Cleyber Malta apontou a Barroso quatro pendências necessária para o término da investigação.
Para o delegado, a prorrogação é necessária para que seja concluído o recebimento e a análise “dos dados telemáticos, bancários e fiscais” dos investigados. A PF, no fim do ano passado, pediu a quebra de sigilo de Temer, do coronel João Baptista da Lima Filho e do empresário José Yunes. O procedimento foi autorizado por Barroso. Segundo a PF, a análise desse material é “imprescindível para o esclarecimento dos crimes investigados”.
(VALOR ECONÔMICO)