
NACIONAL – A taxa de desocupação do Brasil no 2º trimestre de 2020 ficou em 13,3%, o que representa alta de 1,1 ponto percentual (p.p) em relação ao primeiro trimestre do ano, quando registrou 12,2%. Em relação ao mesmo trimestre de 2019 cresceu 1,3 p.p. Lá a taxa era 12%.
A analista da pesquisa, Adriana Beringuy observou que todas as regiões registraram recuo na taxa de ocupação e apontou os mais atingidos. “O nível da ocupação caiu em todas as grandes regiões. E a queda recorde no nível da ocupação no segundo trimestre foi mais intensa entre os homens; as pessoas de 18 a 24 anos e, por nível de instrução, as que têm até o ensino médio. Com relação a cor e raça, as pessoas de cor preta e parda também tiveram quedas bastante acentuada em todo o Brasil”, afirmou.
Já as mais baixas foram em Santa Catarina (6,9%), no Pará (9,1%), no Rio Grande do Sul (9,4%) e no Paraná (9,6%). Apenas o Amapá (-5,8%) e o Pará (-1,6%) registraram queda em relação ao período anterior. A média nacional de desemprego, de 13,3%, foi superada em 12 unidades da federação.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua) para o segundo trimestre de 2020, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também na comparação ao mesmo trimestre de 2019, 12 estados tiveram alta na taxa de desocupação. As maiores foram Sergipe (4,5 p.p.), Rondônia (3,9 p.p.) e Minas Gerais (3,4 p.p.). Ainda nessa comparação, o Pará repetiu o desempenho e apresentou queda de 2,1 p.p. As outras unidades da federação registraram estabilidade.
Conforme o IBGE já tinha divulgado no dia 6 deste mês, entre abril e junho, o país tinha 12,8 milhões de pessoas sem trabalho. A taxa de desocupação cresceu 1,3 p.p., se comparada ao segundo trimestre de 2019.
Desigualdades
A pesquisa apontou também que continuam as desigualdades entre sexos, cor e raça e por idade. De abril a junho, a taxa de desocupação dos homens ficou em 12% e em 14,9% para as mulheres, que ainda são o maior contingente entre as pessoas em idade de trabalhar (53%). A taxa para brancos (10,4%) ficou abaixo da média nacional, ao contrário de para pretos (17,8%) e para pardos (15,4%), com percentuais acima da média.
Os mais jovens foram os que registraram maior taxa de desocupação (42,8%), enquanto os grupos etários de 25 a 39 ficaram em 35,3% e de 18 a 24 anos (%) continuaram com taxas elevadas. A menor taxa ocorreu entre os idosos que são os de 60 anos ou mais, com 4,8%.
(Agência Brasil)