São alvo de investigações do Ministério Público Federal e do próprio banco quatro vice-presidentes: Deusdina dos Reis Pereira (Fundos de Governo e Loterias), Roberto Derziê de Sant’Anna (Governo), José Henrique Marques da Cruz (Clientes, Negócios e Transformação Digital) e Antônio Carlos Ferreira (Corporativo). Eles são citados nas operações Sépsis, Cui Bono? e Patmos, conduzidas pelo Ministério Público em Brasília.
A decisão foi tomada após a Procuradoria da República no Distrito Federal enviar novo ofício a Temer advertindo que, se não afastasse os quatro dirigentes até o próximo dia 26, ele poderia ser responsabilizado na Justiça caso surgissem novos indícios de crimes.
Essa foi a segunda recomendação do Ministério Público. Em dezembro, os procuradores pediram o afastamento dos vice-presidentes após apontar a “existência de diversas figuras proeminentes na administração da CEF em casos investigados e/ou alvos de investigações”. Com o apoio do Planalto, a Caixa rejeitou a solicitação e manteve os investigados no cargo.
Os vice-presidentes são suspeitos de auxiliar o grupo do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do ex-ministro Geddel Vieira Lima a viabilizar operações do banco nas quais, segundo os investigadores, houve pagamento de propina.
(CONGRESSO EM FOCO)
