Voz do Bico

O drama do metanol: bebidas falsificadas já mataram aos menos 148 na Rússia desde 2016

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Metanol usado para falsificar vodca na Rússia — Foto: Reprodução

O caso das 25 mortes neste mês em decorrência de vodca adulterada com metanol na região de Leningrado (Rússia) não é um episódio isolado no maior país do mundo. O metanol é um tipo de álcool comumente encontrado em produtos de limpeza, combustível e anticongelante.

Incidentes de mortes em massa por consumo de substitutos baratos de álcool caseiros não são incomuns na Rússia, que sofre com altos níveis de alcoolismo há anos, matando ao menos 148 pessoas em vários incidentes distintos.

No início desta semana, promotores condenaram duas pessoas a quase uma década de prisão por fabricar e vender uma bebida de cidra falsificada que matou 29 pessoas em 2023 na região de Ulyanovsk.

E em 2016, mais de 60 pessoas morreram em Irkutsk, na Sibéria, após ingerirem óleo de banho contrabandeado que continha metanol.

Em 2021, pelo menos 34 pessoas morreram por beber bebidas alcoólicas falsificadas contendo metanol, em dois incidentes separados.

A Rússia endureceu sua legislação após o incidente, mas bebidas destiladas caseiras baratas, feitas com substitutos do álcool, continuam amplamente disponíveis, principalmente em áreas rurais com baixos padrões de vida e onde o preço da vodca é proibitivamente alto para as classes menos favorecidas.

O caso em Leningrado

‘Vodca’ vendida com metanol matou ao menos 25 pessoas na Rússia; professora de creche foi detida — Foto: Reprodução

Em Leningrado, uma professora de creche foi presa após ser acusada de fornecer bebida alcoólica ilegal envenenada. Olga Stepanova, de 60 anos, está por trás do esquema de produção da vodca falsificada, de acordo com a investigação. Ela forneceu as garrafas a um homem que as vendeu a clientes por um preço bem abaixo do praticado no mercado. A própria esposa dele estaria entre os mortos. Autoridades acreditam que o número de vítimas possa subir.

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