Voz do Bico

12ª Tropeada reúne tradição, homenagens e momento de romantismo no Bico do Papagaio

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REGIÃO – A 12ª edição da tradicional tropeada do Bico do Papagaio foi marcada por emoção, reencontros e celebração das raízes culturais do tropeirismo. Após percorrerem pouco mais de 50 quilômetros por estradas vicinais e pequenos povoados, os muladeiros chegaram ao município de Augustinópolis no fim da tarde do último sábado (2), ao som do berrante tocado pelo tropeiro Carlinho Baiano e do compasso ritmado dos cascos de mulas e burros pelas ruas da cidade.                              A jornada teve início no dia 29, na Fazenda Planalto, de propriedade de Jacy Mary Lopes. Como de costume, a concentração foi marcada por clima festivo, com música, churrasco e os tradicionais “causos” compartilhados entre participantes que, muitas vezes, se reencontram apenas uma vez por ano.

O percurso seguiu com paradas nas fazendas Olho d’Água, do ex-prefeito de Axixá Damião Castro e Sandra, e Palmerante, localizada no município de Praia Norte, pertencente ao prefeito de Augustinópolis, Roni Teodoro, e Sângela. No domingo, antes da chegada final, os tropeiros passaram pelo Rancho Santa Fé, onde foram recebidos por Carlinhos Baiano e família.

Segundo a organização, o evento reuniu mais de 200 participantes, com comitivas vindas de cidades como Arame (MA), Imperatriz (MA), Marabá (PA), Araguaína (TO), além de municípios vizinhos. Ao longo do trajeto, os organizadores prestaram homenagens aos anfitriões, destacando o caráter cultural da tropeada, que busca preservar tradições do tropeirismo brasileiro, com ênfase no respeito, companheirismo e nas relações típicas do interior.

Momentos marcantes

A equipe do portal Voz do Bico acompanhou a tropeada desde o início e destacou três momentos que devem permanecer na memória dos participantes.

Um dos mais emocionantes ocorreu na Fazenda Olho d’Água, durante a tradicional formação em ferradura. O tropeiro João Pedro Lopes, de Araguaína, pediu a palavra, dirigiu-se ao carro de som e surpreendeu a todos ao chamar sua namorada, Myllena Machado, ao centro. Com um buquê de flores em mãos, ele declarou seu amor e a pediu em casamento, colocando um anel de compromisso em seu dedo, sob aplausos e emoção geral.

Na chegada a Augustinópolis, os participantes prestaram homenagem a Urbino Assunção, tropeiro tradicional que já não participa do evento devido à idade, mas segue como referência para o grupo.

Outro momento de destaque foi a homenagem póstuma ao prefeito Antônio do Bar, reconhecido entusiasta da tropeada. O tributo ocorreu no Recanto dos Muladeiros e contou com a presença da viúva, a ex-prefeita Deijanira Almeida, além de filhos, netos e irmãos.

“Não temos palavras para homenagear este homem que simboliza tudo o que nós, tropeiros, valorizamos: respeito, humildade, tradição, companheirismo e amizade sincera”, afirmou Leandro Lopes, um dos organizadores do evento.

(Redação Voz do Bico)

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