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Acadêmicos de Direito da Unitins realizam visita à comunidade quilombola em Araguatins

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Atividade extensionista contribuiu para a formação prática dos estudantes e para a construção de caso do Tribunal do Júri Simulado. – Foto: arquivo pessoal

AUGUSTINÓPOLIS/ ARAGUATINS – Acadêmicos do 7º período do curso de Direito/Câmpus Augustinópolis da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) realizaram, no último sábado, 14, uma visita à comunidade quilombola Ilha de São Vicente, localizada no município de Araguatins (TO). A visita teve como objetivo aproximar os acadêmicos da realidade social na qual o Direito se insere.

A atividade extensionista, vinculada à disciplina de Direito Penal III, ministrada pela professora Tatiana Cosate, integrou as ações preparatórias para o Tribunal do Júri Simulado e proporcionou aos estudantes uma experiência para além da sala de aula. A partir da vivência, os estudantes puderam observar aspectos do cotidiano da comunidade que servirão de base para a construção do caso fictício a ser trabalhado ao longo da disciplina.

A professora Tatiana Cosate destacou a importância da atividade como parte da formação acadêmica. “A experiência permite que os estudantes compreendam que o Direito não se limita ao ambiente acadêmico. O contato com a comunidade amplia o olhar sobre as realidades sociais e contribui para uma formação mais crítica, sensível e comprometida com a transformação social”, afirmou.

A coordenadora do curso de Direito, professora Sarah Coelho Lima, pontuou o papel das atividades extensionistas na formação dos estudantes. “A extensão universitária é fundamental para aproximar o acadêmico da realidade social e fortalecer uma formação mais humanizada. Experiências como essa permitem que os estudantes compreendam o Direito para além da teoria, reconhecendo seu papel na promoção da justiça e na transformação da sociedade”, ressaltou.

A acadêmica Emanuela Lopes de Alcântara, também ressaltou a relevância da vivência. “Essa experiência mostra que a universidade vai além da sala de aula. A proximidade com a comunidade nos permite compreender as dificuldades enfrentadas e pensar em ações que possam contribuir tanto para o nosso aprendizado quanto para a melhoria da realidade local”, destacou.

A visita revelou aspectos que ultrapassam a elaboração de um caso jurídico. O encontro com a comunidade possibilitou reflexões sobre desigualdade, acesso à justiça e os desafios relacionados à efetivação de direitos em diferentes contextos sociais.

Comunidade Quilombola Ilha de São Vicente

A visita incluiu momentos de diálogo e observação da realidade local (Foto: arquivo pessoal)

O nome da ilha está ligado à história do município de Araguatins, fundado em 1868 por Vicente Bernardino Gomes, com a denominação de Vila São Vicente do Araguaia. Em 1943, o município passou a se chamar Araguatins, nome formado pela junção dos rios Araguaia e Tocantins. A ilha, no entanto, manteve a denominação original.

Inserida no bioma Amazônico, a comunidade quilombola vive de atividades como extrativismo, pesca, agricultura de subsistência e criação de pequenos animais, além de trabalhos formais e informais na sede do município, localizada a cerca de 20 minutos de barco.

William Barros, morador da comunidade, destacou a importância da presença dos acadêmicos. “A visita dos estudantes é importante para nós, pois permite que conheçam nossa história e nossa realidade. Aqui, enfrentamos dificuldades no dia a dia, como a falta de acesso à água potável. A presença da universidade mostra que não estamos sozinhos e fortalece a nossa luta”, relatou.

O contato direto com a comunidade quilombola proporcionou um exercício de escuta, empatia e alteridade. Ao conhecer histórias e vivências locais, os estudantes ampliaram a compreensão sobre o papel social do Direito e sobre a responsabilidade de quem atua em sua construção e aplicação.

Foto: arquivo pessoal

(DICOM UNITINS)

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