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Araguatins: Curso de Pedagogia promove oficinas para discutir políticas públicas com acadêmicos

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Encontros reuniram especialistas que refletiram sobre vulnerabilidade social, permanência escolar e garantia de direitos na educação pública. – Foto: Divulgação

ARAGUATINS – Acadêmicos dos 3º e 5º períodos do curso de Pedagogia/Câmpus Araguatins da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), participaram do ciclo “Oficinas formativas para atuação na educação básica pública de forma intersetorial: (Re)conhecendo a rede”. A ação integrou as disciplinas Psicologia da Aprendizagem e Programas e Projetos Educacionais na Educação Básica, promovendo reflexões sobre políticas públicas, direitos sociais e a atuação intersetorial no cotidiano escolar.

De acordo com a docente da disciplina de Psicologia da Aprendizagem, professora doutora Carmen Adsuara, as oficinas buscaram aproximar os discentes da realidade social da microrregião do Bico do Papagaio. “As oficinas formativas configuraram espaços interdisciplinares com o objetivo de trazer as políticas públicas e os direitos sociais como aspectos fundamentais a serem considerados no trabalho do pedagogo”. A docente destacou ainda que o debate teve início a partir da exibição de um documentário produzido por um programa de pós-graduação da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que relaciona permanência escolar e acesso ao Bolsa Família por famílias de baixa renda da região.

“Na microrregião do Bico do Papagaio, para a qual estamos formando futuros pedagogos que terão a missão de defender o direito à educação, a realidade é muito desigual e marcada pela fragilidade no acesso a vários direitos”. A professora enfatizou que conhecer políticas de assistência social, saúde e educação amplia a capacidade de intervenção dos futuros profissionais diante de situações complexas presentes no ambiente escolar.

A primeira oficina foi conduzida pelo docente da Unitins, Jorlan Lima Oliveira, que abordou a formulação e a implementação das políticas públicas de assistência social. “O objetivo principal foi apresentar aos acadêmicos o processo coletivo de elaboração e implementação das políticas de assistência social. Durante as discussões, os discentes puderam perceber que grande parte da população do Bico do Papagaio vive em situação de vulnerabilidade social. A discussão buscou desmistificar falas do senso comum de que determinadas políticas favorecem grupos específicos ou desestimulam o trabalho. A participação dos acadêmicos foi muito coerente e conseguimos alcançar os objetivos da roda de conversa”, completou o docente.

Já a segunda oficina foi ministrada pela assistente social do Núcleo de Apoio Psicossocial e Educacional (Nape), Elinne Maia, que apresentou aos acadêmicos aspectos da política de assistência social e o papel das políticas públicas na garantia de direitos. “Compreender as políticas públicas é fundamental, porque elas representam direitos garantidos à população nas áreas da saúde, educação, assistência social, habitação e trabalho. O assistente social atua justamente na mediação entre a população e o acesso a esses direitos, buscando fortalecer a cidadania e combater as desigualdades sociais. Por isso, conhecer as políticas públicas não é apenas entender leis e programas, mas perceber como elas impactam diretamente a vida das pessoas e como podem contribuir para a transformação social”, afirmou a servidora.

Além das oficinas presenciais, a programação contou com a participação virtual do professor doutorando Robenilson Moura Barreto, pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA), que discutiu a comunicação como dispositivo de ação na realidade amazônica. O encontro promoveu reflexões sobre os determinantes sociais dos processos de aprendizagem e a importância da atuação em rede na educação pública.

Para a coordenadora do curso de Pedagogia, Ana Irene Carneiro, as oficinas contribuíram para ampliar a visão crítica e social dos acadêmicos sobre a atuação docente. “Esses momentos de diálogo e troca de experiências fortalecem a formação dos nossos discentes, porque aproximam os futuros pedagogos das realidades sociais presentes no território onde irão atuar. Discutir políticas públicas, direitos sociais e atuação em rede é essencial para formar profissionais mais sensíveis, preparados e comprometidos com a educação pública e com a transformação social”, destacou.

(DICOM UNITINS)

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