
*Por Paulo Palmares
Em 1988, e lá se vão quase 36 anos, o então jovem Antônio Cayres de Almeida, à época com 38 anos, era eleito o segundo prefeito de Augustinópolis, cidade com apenas seis anos de emancipação política sucedendo ao primeiro prefeito Manoel Marinho de Sousa Brito.
Antônio do Bar, como estar registrado na história política da cidade e do estado, tem dominado a política local nestas três décadas e meia. De 1988 até o presente momento não houve uma única eleição que o peso de sua mão e de sua importância não se fizesse presente. Fez história, não restam dúvidas
Neste período foi eleito prefeito cinco vezes, teve um mandato cassado com apenas três meses de gestão, elegeu a mulher prefeita, polarizou política e duramente contra José Anacleto, ex-vereador e seu pimpolho político que o sucedeu em 1992, virando posteriormente desafeto político.
Após Anacleto, foi uma sucessão de vitórias. Se elegeu por dois mandatos consecutivos (2007/2000 e 2001/2004), apoiou e elegeu seu sucessor, Dr. Nilo de Melo (2005/2008), disputou com Carmem Alcântara, ganhou, teve o mandato cassado. Na eleição suplementar colocou a esposa, Deijanira Almeida para disputar, perdeu para Carmem Alcântara. Na eleição seguinte colocou mais uma vez a esposa para disputar com a então prefeita, ganhou. No pleito seguinte, dona Deijanira não buscou a reeleição, apoiaram candidatura de Júlio Oliveira (2017/2020), que foi eleito.
Mas eis que o tempo passa e na esteira dele começam inevitavelmente a germinar nomes que poderão acender as chamas de um novo alvorecer político, fazendo sentir no rosto do eleitorado o frescor de brisa na renovação de lideranças jovens que, dependendo e quem for o ungido mandatário numa primeira oportunidade, possa vir a ser referência política local e regional nos próximos 35 anos; coisa que não será fácil diante da biografia do prefeito Antônio do Bar, mas…
O primeiro dessa lista é o empresário Rone Teodoro (PP), 45 anos. Este vem ensaiando há algum tempo ocupar este espaço político que será deixado em algum momento pelo Antônio do Bar. Teodoro, além de destacado empresário, tem registrado sua presença e trabalho no setor rural, onde, além de produtor, foi membro da diretoria do Sindicato Rural de Augustinópolis por três mandatos. Hoje se encontra à frente da Assea (Associação Empresarial de Augustinópolis), onde também tem feito, com a diretoria, um excelente trabalho como presidente.
Com essa trajetória, o nome do Rone começou a surgir naturalmente e começou automaticamente a ser assediado e beliscado pela mosca da política. Hoje, Rone Teodoro orbita o campo político liderado pelo prefeito Antônio do Bar e neste sentido parece, pelo menos até o momento, ser o seu herdeiro político natural. “Vejo a política como um ambiente óbvio para as pessoas de forma geral proporem e promoverem ações que sejam um bem comum para a sociedade e é pensando e agindo assim que envolvo politicamente”, disse recentemente em uma reunião entre amigos.
Mas recentemente se apresentou como pré-candidato o odontólogo Guilherme Rezende, 39 anos, formado há 15 anos, empresário/empreendedor do ramo de clínicas de radiologia odontológica, produtor rural por vocação e tradição familiar. Rezende, para moradores mais antigos, é filho do empresário Arlei Barbosa e da professora Darlene Rezende, ex-secretária de Educação de Augustinópolis. Ele, de certa forma, tem um pé na política, já que é genro do atual prefeito de Esperantina e o pai era um apaixonado por política.
Com os espaços nas avenidas políticas de Augustinópolis, caso Guilherme Rezende firme o pé, é mais um que pode se consolidar e se destacando também, assim como Rone Teodoro, como uma nova liderança ansiosa para respirar novos ares.
O terceiro nome dessa leva de novas lideranças que vicejam no florir de uma nova aurora na seara política da cidade de Augustinópolis é Francinildo Queiroz (PSDB), que inclusive já se colocou como pré-candidato a prefeito. Graduado em enfermagem, Cinildo, como é conhecido, tem 36 anos, é filho de Itamar Queiroz, vice-prefeito do dr. Nilo de Melo e da ex-vereadora Luizinha. “Entro na política visando sobretudo uma renovação, um novo tempo nas políticas públicas e buscar um caminho de desenvolvimento econômico para nossa cidade, em especial para os jovens”, foi uma de suas falas durante encontro com pré-candidatos a vereador.
O atual vice-prefeito de Augustinópolis, Zé Mendonça, 48 anos, “cria” política do ex-deputado Iderval Silva, há um bom tempo colocou sua banda nas ruas aspirando chegar à Casa de Pedra, é outro que se mostra como projeto de renovação política na cidade. Mendonça, é um velho conhecido do eleitorado augustinopolino, foi vereador, foi vice da ex-prefeita Carmem Alcântara e é atualmente vice-prefeito do Antônio do Bar. Em conversas com amigos e correligionários se diz “disposto fazer uma grande transformação na cidade, caso eleito, com apoio de outras forças política”.
Antes, porém, dos nomes aqui posto, o ex-prefeito Júlio Oliveira (PP), 50 anos, foi o primeiro ao longo destas três décadas e meia a ter em suas mãos o cajado para se impor como líder, endurecer o jogo e pintar com novas cores a cena política augustinopolina. Mas… O jogo é duro, não é para amador e muito menos para quem, mesmo dentro de campo, joga nas sombras.
Júlio Oliveira, mesmo com toda a turbulência que houvera durante o seu mandato, terminou seu governo bem avaliado, tanto é que por meros 57 votos não venceu o ícone Antônio do Bar. O que lhe faltou? Bem, para quem estava próximo e ouviu várias vozes entoando dissabores com a insipidez política, sabe que lhe faltou o principal tempero de um bom líder. A habitual e necessária habilidade no trato do jogo político, que é bruto, não facilita para amadores, precisa de um condutor de fato que exale confiança, e este líder saiba conduzir seu time/grupo com garra e determinação.
Paulo Palmares – Empresário e diretor responsável pelo portal Voz do Bico.
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