Voz do Bico

Carlos Gaguim e mais quatro viram réus por venda irregular de lotes na capital do Tocantins

863
Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

PALMAS – O ex-governador e deputado federal Carlos Gaguim (DEM) e mais quatro pessoas viraram réus, após a Justiça do Tocantins aceitar denúncia, que aponta irregularidade na venda de 193 lotes públicos na Arso 71, em Palmas. O esquema teria causado um prejuízo de R$ 10 milhões.

Os outros réus são: ex-procurador-geral do Estado, Haroldo Carneiro Rastoldo; a ex-subprocuradora-geral do Estado, Rossana Medeiros Ferreira de Albuquerque e os ex-presidentes da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Tocantins (Codetins) José Aníbal Rodrigues Alves Lamattina e Ruy Adriano Ribeiro.

Conforme denúncia do MPE, os imóveis foram vendidos com dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei, sem autorização legislativa e sem avaliação prévia de valor de mercado. Os lotes foram comercializados a preço baixo, o que causou prejuízo mínimo de R$ 10.991.282,29 aos cofres públicos.

A promotoria diz que o Estado arrecadou R$ 1.596.089,94, com a venda dos lotes, mas o valor total das vendas deveria ser de R$ 12.587.372,23, segundo Relatório de Tomada de Contas Especial da Controladoria Geral do Estado (CGE). A venda envolveu 171 lotes comerciais, oito lotes multifamiliares e 13 lotes comerciais.

Como o esquema funcionava
O MPE afirma que Gaguim é apontado como líder do grupo. A Codedins, que na época, estava em fase de liquidação, teria sido reativada para que os integrantes do grupo pudessem praticar as irregularidades.

A promotoria disse que os lotes foram vendidos diretamente no balcão da Codetins, sem licitação, por preço inferior àqueles verificados no mercado imobiliário.

Segundo aponta o MPE, Haroldo Rastoldo agia na Codetins como porta-voz do então governador, tendo participado de todas as assembleias da companhia e autorizando a venda dos lotes públicos. A promotoria afirma que ele e a ex-subprocuradora-geral do Estado teriam deixado de praticar o controle prévio de legalidade dos atos da administração pública.

Na denúncia, a promotoria diz que José Aníbal Rodrigues Alves Lamattina foi indicado para a presidência da Codetins por Haroldo Rastoldo, para participar dos atos ilegais. Depois, o próprio Rastoldo teria proposto indicado como substituto Ruy Adriano Ribeiro, para dar continuidade às práticas ilegais.

O MPE pediu a prisão dos envolvidos e o pagamento de indenização no valor do prejuízo causado. (G1 Tocantins)

Sair da versão mobile