Voz do Bico

Cinco veradores têm votação expressiva mas ficam fora da Câmara Municipal de Augustinópolis

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Ângela do Rapadura, Renato Saúde e Amigo Pi, tiveram uma expressiva quantidade de votos. – Fotos: Arquivo Voz do Bico

AUGUSTINÓPOLIS – Passado três dias das eleições municipais do dia 06 de outubro, muitos candidatos e apoiadores ainda não digeriram bem os resultados que emergiram do pleito eleitoral, em especial os que perderam, os que tiveram votação inexpressiva e ficaram surpresos com os números finais. Mas não resta dúvida que o amargo maior é daqueles que tiveram votos suficientes para ganhar e conquistaram a vaga devida a proporcionalidade de votação utilizado no Brasil.

Casos emblemáticos são dos atuais vereadores Ângela do Rapadura (460 votos), Renato Saúde (415 votos), Amigo Pi (394), que ficaram à frente dos vereadores eleitos Rômulo Veterinário (364 votos), Solange do Donizete (340 votos), Kinha (323 votos) Oséas (294 votos) e Daniel Walison (292 votos) no entanto, ficaram sem mandato para os próximos quatro anos

Mas por que isso ocorre?

A explicação está no sistema proporcional de votação, utilizado no Brasil nas eleições para Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados.

No nosso sistema eleitoral, os candidatos mais votados para cargos de vereador nas eleições municipais e deputado nas legislativas nem sempre são eleitos. Além disso, seu voto pode não ir diretamente para o candidato que você escolheu.

No sistema proporcional, a distribuição de cadeiras considera o total de votos recebidos pelo partido ou coligação, e não apenas os votos individuais de cada candidato, diferentemente das eleições para prefeituras, governos estaduais, Senado e Presidência da República, onde se aplica o sistema majoritário — em que o candidato com mais votos é eleito.

(Redação Voz do Bico)

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