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CNJ afasta Juiz de Augustinópolis por conduta inadequada e hostilidade

Foto: Divulgação

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ). – Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

A decisão repercute intensamente entre a população e a comunidade jurídica de Tocantins, trazendo à tona um debate sobre os limites da autoridade e o respeito às prerrogativas da advocacia.

AUGUSTINÓPOLIS – O cenário jurídico do Bico do Papagaio foi sacudido por uma decisão contundente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado Alan Ide Ribeiro da Silva, titular da 2ª Vara Criminal de Augustinópolis, foi afastado de suas funções e agora responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Além do afastamento, o juiz está proibido de se aproximar do fórum onde atuava.

O que começou como rumores nos corredores do fórum ganhou corpo e provas digitais. Vídeos que circulam nas redes sociais e registros de audiências mostram o magistrado em posturas classificadas como autoritárias. Segundo relatos colhidos pelo portal Voz do Bico, o comportamento não era um incidente isolado, mas um padrão de conduta que incluía:

Intimidação de testemunhas: Pessoas simples seriam submetidas a gritos e questionamentos hostis.

Pressão psicológica: Servidores relataram trabalhar sob constante tensão emocional.

Desrespeito a advogados: Profissionais do direito eram frequentemente tratados como adversários pessoais do juiz, enfrentando interrupções sistemáticas.

Vozes da Advocacia: O Embate de Gênero

O caso ganhou maior visibilidade através da coragem de advogadas que decidiram não se calar. A advogada Cassia Caires Teixeira foi uma das pioneiras, utilizando as redes sociais para expor humilhações sofridas durante sessões judiciais.

Embora tenha havido uma breve melhora após as primeiras reportagens, o comportamento teria voltado a se deteriorar. Outras profissionais, como Juliane Macedo, também formalizaram queixas sobre interrupções arbitrárias e tratamento ríspido durante julgamentos.

“A figura togada que deveria personificar a temperança transformou-se em símbolo de temor”, afirmam advogados que militam na comarca.

A Posição da OAB e o Rigor do CNJ

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional Tocantins, após análise de uma comissão especial, concluiu que houve:

Violação das prerrogativas profissionais (direitos básicos do advogado para exercer sua função).

Violência baseada em gênero, dado o recorte das vítimas que formalizaram as denúncias.

O afastamento determinado pelo CNJ é visto pela classe como uma medida necessária para garantir a imparcialidade e a dignidade da justiça na região.

O que acontece agora?

Com a abertura do processo administrativo, o magistrado terá direito à ampla defesa, enquanto o CNJ apura se as condutas ferem a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN). Para muitos na Comarca de Augustinópolis, o afastamento traz um “alívio” temporário e a esperança de que o fórum volte a ser um ambiente de equilíbrio e respeito mútuo.

Vídeo que circula nas redes sociais mostra juiz da 2ª Vara de Augustinópolis dando show de autoritarismo; comportamento seria recorrente  

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(Redação Voz do Bico, com informações Fala Brasil|Do R7)

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