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Defensoria Pública quer anulação do ato do Governo do Tocantins que exonerou médicos

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Foto: Divulgação

Redação Voz do Bico

PALMAS – O Núcleo Especializado em Defesa da Saúde (Nusa) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) solicitou a anulação do ato que determinou a exoneração de mais de 600 médicos, tendo em vista que problemas para o atendimento já estão sendo identificados no maior hospital público do Tocantins, o Hospital Geral de Palmas (HGP).

O coordenador do Nusa, o defensor Arthur Luiz Pádua Marques procurou o governo do Estado, por meio de contato com os titulares das Secretarias Estaduais da Saúde e Casa Civil, e solicitou a anulação do ato que determinou as exonerações, tendo em vista que problemas para o atendimento já estão sendo identificados no maior hospital público do Tocantins, o Hospital Geral de Palmas (HGP).

Segundo o Nusa, após a exoneração dos médicos, apenas um profissional está atendendo no setor de ortopedia do HGP e não atende as necessidades do setor. Além disso, estaria ocorrendo a suspensão de diversas cirurgias. O Nusa ressalta que todos os pacientes internados com cirurgias agendadas para esta semana terão prejuízos.

O contato do Nusa o Governo do Estado foi feito nesta sexta-feira (4), na tentativa de solucionar o problema sem a necessidade de judicializar o caso. O Nusa aguarda uma resposta rápida do governo sobre o retorno das escalas, que considera imprescindíveis para o funcionamento das especialidades e a manutenção dos pacientes assistidos.

Por meio de Nota, o governador Mauro Carlesse disse que a determinação é para que a equipe do governo prossiga realizando os ajustes para a adequação da estrutura do Poder Executivo. Com relação aos atendimentos em saúde, o Governo do Estado informa que permanecerá prestando serviços à população com um quantitativo de 715 médicos efetivos ativos e outros 386 médicos que estão sendo contratados, chegando a um total de 1.101 médicos somente na rede estadual de saúde.

“Com o realinhamento da máquina administrativa, a prioridade será a contratação de novos médicos e profissionais de saúde para suprir a demanda, porém dentro dos limites da LRF e, consequentemente, dentro de um novo quadro administrativo. Em relação à contratação de servidores, foram feitos ajustes setoriais e redimensionamento da força de trabalho para atendimento das necessidades de profissionais da assistência e saúde”, afirma a nota do governo.

A nota destaca, ainda, que os problemas ocasionados em virtude da reforma administrativa serão solucionados em breve, com o realinhamento dos órgãos públicos dentro da nova estrutura que está sendo implantada objetivando a melhoria na qualidade dos atendimentos ao público.

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