
Ricardo Santana, que atua no varejo farmacêutico desde os oito anos, destaca como a parceria com a Farmarcas trouxe inteligência de mercado e acelerou a expansão do Grupo Ômega
AUGUSTINÓPOLIS – O gestor farmacêutico Ricardo Santana, de 37 anos, comanda atualmente o Grupo Ômega, rede com dez lojas distribuídas pelos estados do Maranhão, Pará e Tocantins. Inserido no negócio da família ainda na infância, o empresário construiu uma trajetória marcada por resiliência, visão estratégica e crescimento consistente no varejo farmacêutico. Agora, projeta encerrar 2028 com 16 pontos de venda ativos.
No mais recente episódio da seção Minha História, em 2025, Santana relembra como transformou uma pequena farmácia do interior do Tocantins em uma operação milionária, com expectativa de crescimento superior a 50% nos próximos três anos.
Raízes no varejo farmacêutico desde 1987
Questionado sobre quando o varejo entrou em sua vida, Ricardo brinca: “Antes mesmo de eu nascer”. Em 1987, seus pais, Ciro Serafim de Santana e Minelvina Lopes Paixão Santana, fundaram a Drogaria Tocantins, em Augustinópolis (TO).
A ligação com o negócio se intensificou ainda mais em um período de dificuldades financeiras. “A farmácia atravessava um momento muito delicado. Sem recursos para contratar funcionários, meu pai me chamou para ajudar na loja como forma de garantir nosso sustento”, recorda.
O que começou como necessidade logo se transformou em vocação. Ainda pré-adolescente, Ricardo já assumia responsabilidades operacionais e chegou a liderar um fechamento anual. “No início dos anos 2000, faturamos apenas R$ 100 mil em um ano inteiro”, conta.
Aos 13 anos, mudou-se para Araguaína (TO) para concluir os estudos e iniciar a graduação em Farmácia. Foi ali que teve contato com grandes redes do setor — experiência que moldou sua visão de futuro. “Decidi que, ao voltar para minha cidade, transformaria completamente a realidade da nossa farmácia”, afirma.
Novo posicionamento e início da expansão
Em 2009, de volta a Augustinópolis, Santana assumiu o comando do negócio com um plano claro de crescimento. O primeiro passo foi a mudança de marca, já que o nome Drogaria Tocantins estava registrado no INPI. Surgia, então, a Farmácias do Bico, em referência à microrregião do Bico do Papagaio.
“Reposicionamos a marca e reestruturamos o mix, adotando o formato de drugstore, algo inovador para a comunidade local”, explica. O sucesso da estratégia levou, em 2010, à criação da Distribuidora Ômega, que se tornaria peça-chave no plano de expansão.
Entre 2011 e 2014, o grupo abriu uma loja por ano. A quinta unidade, inaugurada em Imperatriz (MA), marcou a primeira expansão para fora do Tocantins e aproximou Santana de um futuro parceiro estratégico: a Farmarcas.
Aproximação com a Farmarcas e consolidação interestadual
Inicialmente, a Farmarcas chegou a ser concorrente indireta, por meio da bandeira Ultra Popular. “Achei o modelo extremamente disruptivo. Conseguia unir preços populares com um mix completo, o que me chamou muita atenção”, relembra.
Em 2019, Santana chegou a discutir a conversão de seis lojas para a bandeira Bigfort, mas decidiu adiar o movimento. Buscou apoio em outras redes associativistas, sem encontrar o que procurava. Enquanto isso, seguiu expandindo de forma independente para cidades como Estreito (MA) e São Domingos do Araguaia (PA), ao mesmo tempo em que se afastava estrategicamente de praças já ocupadas pela Farmarcas.
Parceria estratégica impulsiona resultados
A aproximação definitiva ocorreu durante um curso de gestão contemporânea em Campinas (SP), onde Santana conheceu executivos ligados à Farmarcas, como o diretor comercial Fabio Chacon. O relacionamento amadureceu e, em 2024, o Grupo Ômega passou a integrar oficialmente o ecossistema da Farmarcas.
Atualmente, as marcas Farmácias do Bico e Farmácias Ômega fazem parte do agrupamento, com a meta de converter seis lojas para a bandeira Ultra Popular até 2026.
Os resultados já são expressivos. O faturamento médio mensal das lojas saltou de R$ 290 mil para R$ 450 mil em apenas um ano. O tíquete médio subiu de R$ 48 para R$ 59, e a antiga distribuidora passou a operar como um centro de distribuição exclusivo da rede.
“Hoje, nosso menor market share é de 45%, e em algumas praças chegamos perto de 60%”, comemora.
Olhar no futuro
Com foco em cidades de até 60 mil habitantes, Ricardo Santana planeja encerrar 2028 com 16 pontos de venda. “Quando lembro daquele faturamento anual de R$ 100 mil, vejo que estou vivendo um sonho. E, com o apoio da Farmarcas, sei que muitos outros ainda vão se tornar realidade”, conclui.
COM INFORMAÇÕES DO PORA PANORAMA FARMACEUTICO