O Selo foi lançado com o objetivo de premiar as boas práticas de escolas da estadual e municipal que, ao longo do ano letivo de 2025, desenvolveram ações pedagógicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento do racismo.
AUGUSTINÓPOLIS/PALMAS – Em uma cerimônia marcada pelo reconhecimento de práticas pedagógicas inclusivas, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) entregou, nesta terça-feira (31), o Selo Escola Antirracista 2025. Entre os grandes destaques da edição, a Escola Estadual Fazenda Dezesseis foi premiada pelo sucesso do projeto “Escola de Todas as Cores”, consolidando-se como referência na promoção da igualdade racial no Tocantins.
O evento, realizado no Colégio Militar Senador Antônio Luiz Maya, em Palmas, premiou ao todo 54 unidades escolares que se destacaram pelo combate ao preconceito no ambiente de ensino. O município de Augustinópolis teve uma participação expressiva na premiação; além da Escola Fazenda Dezesseis, também foram certificadas por suas boas práticas a Escola Municipal Pequeno Príncipe e a Creche Municipal Maria Cayres de Almeida, reafirmando o compromisso da região com uma educação transformadora e livre de discriminação.
A Escola Estadual Fazenda Dezesseis, do município de Augustinópolis, ganhou o Selo com o projeto “Escola de Todas as Cores”, que se diferencia por levar para o ambiente escolar personalidades negras da própria comunidade que alcançaram um grande desenvolvimento seja profissional ou acadêmico, permitindo que os estudantes possam se enxergar.
A professora da unidade escolar Aline Soares Silva, da área de língua portuguesa, comemora a conquista. “Há algum tempo a gente trabalha com projetos antirracistas na escola, trazemos referências da nossa própria comunidade para que os nossos alunos possam se enxergar. É um projeto constante, não se restringe apenas à celebração de datas comemorativas”, explicou.
O evento integrou o II Encontro Formativo de Educação Antirracista do Tocantins: Educar com raízes, transformar com palavras. A programação teve início dia 30 e se encerrou no dia 31, com a cerimônia de premiação.
Para a secretária executiva da Seduc, Markes Cristiana, o Selo é o reconhecimento de um esforço coletivo. “Todo esse investimento e esse trabalho é fruto de um sonho de cada educador. O que nós fizemos hoje aqui com as entregas do Selo é resultado desse sonho, e os educadores são os propagadores desses sonhos”, finalizou a secretária executiva.
Representatividade
Além de premiação, a programação contou com uma mesa redonda sobre representatividade indígena nos espaços de poder como uma ação antirracista, com representantes indígenas das esferas Municipal, Estadual e Federal; palestra com a jornalista Maju Cotrim e show de encerramento com a banda Vozes de Ébano.
(SECOM-TO)