
O objetivo é pesquisar uso terapêutico de plantas medicinais
AUGUSTINÓPOLIS/ MAURILÂNDIA – Em uma iniciativa que une o conhecimento acadêmico à sabedoria ancestral, acadêmicos do 4° período do curso de Medicina da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Câmpus Augustinópolis, realizaram uma imersão cultural e científica neste sábado (23). A ação de campo teve como cenário a Aldeia Botica, localizada no território da comunidade indígena Apinajé, em Maurilândia. O principal objetivo do encontro foi registrar, salvaguardar e valorizar o patrimônio tradicional dos povos originários no que diz respeito ao uso terapêutico de plantas medicinais, estreitando os laços entre a formação médica humanizada e a medicina tradicional.
A atividade integra o projeto “Levantamento etnobotânico e etnofarmacológico de plantas medicinais em comunidade tradicional indígena: resgatando saberes no contexto do processo saúde-doença”. Sob orientação e supervisão da professora doutora Maiara Bernardes Marques, a ação foi idealizada e desenvolvida pelos acadêmicos Vicktor Figueiredo da Silva, Fernanda Marinho, Bianca Lucena Ribeiro e Francisco Bruno Vasconcelos.
A professora Maiara Bernardes Marques comenta que “a ação faz parte da continuidade do meu projeto de pós-doutorado, onde a intenção é resgatar esses conhecimentos sobre plantas medicinais oriundos de comunidades originais que entendemos ser essenciais e que não podem ser perdidos. Os acadêmicos que desenvolvem o projeto são dedicados e entendem a importância da pesquisa para a sua formação científica e acadêmica, entendem também que necessitamos voltar à comunidade indígena com os resultados da catalogação e os achados científicos relacionados à pesquisa”.
Ela comemora o êxito da atividade e expressa “profundo agradecimento a Lucas Apinajé pelo apoio e receptividade, bem como ao cacique José Ribeiro da Silva e sua esposa, Helena Apinajé, bisavós de Lucas, que compartilharam generosamente suas memórias e conhecimentos ancestrais transmitidos oralmente ao longo das gerações”.
“E essa parceria fortalece não apenas a produção científica nas áreas da saúde e etnofarmacologia, mas também contribui para a valorização e preservação do patrimônio cultural e imaterial do povo Apinajé. Agradecemos também à Unitins pela bolsa de iniciação científica do acadêmico e a bolsa de Produtividade em Pesquisa da professora, que permitiram custear as despesas envolvidas durante a pesquisa”, ressaltou Maiara.
Vicktor Figueiredo da Silva explica que “durante a visita, a equipe promoveu uma enriquecedora roda de conversa com os moradores da aldeia. Na ocasião, os acadêmicos puderam conhecer mais sobre as plantas medicinais utilizadas no cuidado cotidiano da saúde, além da forma como a comunidade compreende o processo saúde-doença”.
(DICOM UNITINS)