
ESPERANTINA – O prefeito de Esperantina Tocantins, dr. Armando Alencar da Silva, não está conformado com o resultado prévio do censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022 que aponta uma redução de 3.770 habitantes, estimando a população atual em 7.510 pessoas residindo no município, enquanto o censo de 2021 estimava em 11.280 moradores, portanto uma perda populacional de um terço de domiciliados. “Isso é praticamente impossível, temos certeza que em tão pouco tempo não houve uma evasão de tantas pessoas do nosso município e os dados dos agentes de saúde nos indica o contrário do que diz o IBG’, reclama o prefeito.
Diante dessa situação o prefeito pediu judicialmente uma recontagem ao IBGE e se respaldando na lei complementar 165/2019 ingressou com uma ação judicial requerendo a manutenção do índice 0.8 do Fundo de Participação do Município até que fosse finalizado o censo populacional.
A justiça acatou o pedido do município com decisão liminar através da 2ª vara federal cível da sub sessão judiciária de Araguaína. (processo nº 1000063-35.2023.4.01.4301).
FORA DE PROPÓSITO
Conforme o gestor a contagem populacional apresentada pelo IBGE é “desarrazoavel“, razão pela qual judicializou e quer que o órgão comprove o número populacional apresentando documentos. Há, por parte do prefeito uma preocupação, muito bem justificada com a possível redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – recurso transferido da União para as cidades que impactaria toda a gestão.
Secretários da prefeitura garante que inúmeras pessoas estão procurando a administração e afirmando que não receberam visitas dos recenseadores em seus domicílios para as entrevistas e também algumas alegações de que as entrevistas feitas não contemplaram todos os membros familiares.
Um dos secretários procurado pelo portal Voz do Bicos, informa que Esperantina além do perímetro urbano é composta por diversos assentamentos e povoados, dois rios e diversos lagos, onde tem moradores e alguns declaram que nunca receberam visita de um recenseador do IBGE.
(Redação Voz do Bico)