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Justiça afasta prefeita de Praia Norte por improbidade administrativa e bloqueia bens de investigados

Prefeito de Praia Norte, Bruna Gabrielle Neve. - Foto: Divulgação

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Foto: Paulo Palmares/ VB

PRAIA NORTE – A Justiça determinou o afastamento da prefeita de Praia Norte, Bruna Gabrielle Neves Pires de Araújo, conhecida como “Bruna do Ho Che Mim”, por noventa dias, em ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Tocantins. A decisão também decretou a indisponibilidade de bens da gestora, do chefe do Controle Interno do município, Phablo Hangel Gomes dos Reis, da empresa Realeza Construções Ltda e de Francisca de Araújo Santos, servidora pública municipal de Augustinópolis e sócia-administradora da empresa investigada.

A Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa foi proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Augustinópolis, após representação formal apresentada pelos vereadores Laís Rodrigues de Souza, Maria Rúbia Gomes Nunes e José de Sousa Lima, em 19 de fevereiro. Os parlamentares denunciaram ao promotor de Justiça Elizon de Sousa Medrado suspeitas de irregularidades envolvendo a gestão de recursos públicos do município de Praia Norte.

Segundo o Ministério Público, os documentos reunidos durante a investigação, somados às informações obtidas junto à Prefeitura de Praia Norte, ao Tribunal de Contas do Estado do Tocantins e às empresas contratadas, apontam indícios suficientes da prática de atos de improbidade administrativa.

De acordo com o promotor, as investigações revelaram a existência de um suposto esquema estruturado de desvio de recursos públicos por meio da celebração de contratos fraudulentos com empresas sem capacidade operacional. O MP também aponta indícios de manipulação de processos licitatórios, descumprimento de obrigações constitucionais nas áreas da saúde e educação, atrasos recorrentes no pagamento de servidores públicos e omissão deliberada do órgão de controle interno do município.

Ainda conforme a ação, todas as irregularidades teriam ocorrido sob o comando e anuência da prefeita afastada.

As investigações apontam que somente com a empresa Realeza Construções Ltda foram firmados contratos que somam aproximadamente R$ 4,4 milhões. O Ministério Público sustenta que há fortes indícios de irregularidades na execução dos contratos e possível direcionamento nas contratações realizadas pela administração municipal.

CONFIRA A INTEGRA: AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA N 0000702 29.2026.8.27.2710TO

(Redação Voz do Bico)

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