Mortes, falta de 177 medicamentos e insumos são registrados em vistoria no Hospital Geral de Palmas

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019 às 17:45
Foto: Divulgação / DPE

PALMAS – Danos evitáveis, como falta de assistência, extensas filas de espera e até casos de morte, podem ter sido causados em razão de desabastecimento de insumos e medicamentos, falta de equipe técnica e falta de médicos. Os problemas foram detectados em vistorias realizadas pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) e Ministério Público Estadual (MPE), nesta segunda-feira (11) e terça-feira (12), no Hospital Geral de Palmas (HGP).

Conforme denúncia de médicos e equipe técnica, casos de morte que podem estar relacionados à falta de profissionais, insumos e medicamentos. A denúncia recebida pela DPE-TO é que apenas nos últimos 30 dias, pelo menos três mortes poderiam ter sido evitadas, caso não houvesse o desabastecimento. As denúncias foram encaminhadas à Polícia Civil e ao Ministério Público Estadual (MPE) para apuração.

Um paciente cardiopata com insuficiência respiratória teria morrido por falta de dobutamina (medicamento estimulante do coração). Outro em razão da falta de furosemida (indicado para tratar hipertensão arterial) medicamento que custa, em média, R$ 0,90 cada. E o terceiro paciente morreu por complicações relacionadas à falta de um filtro do respirador (usado para aquecer e umidificar o fluxo de ar), cujo custo médio é de R$ 20,00 conforme informações no hospital.

Nesta terça-feira, cerca de 50 pacientes estavam internados em estado de grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) necessitando de medicamentos que estão em falta. Além disso, conforme relatório cedido pela própria equipe de Farmácia do Hospital Geral de Palmas, 177 medicamentos estão em falta atualmente. Foi constatada, ainda, a falta de diversos insumos, como algodão, seringas e luvas, dentre outros.

Providências

Logo após a vistoria, o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques reuniu-se com equipe da diretoria do Hospital Geral de Palmas para tratar sobre as irregularidades. A reunião contou, também, com a presença da promotora de Justiça Maria Roseli Pery.

Um relatório será elaborado pela equipe do Nusa e encaminhado para providências no Estado e apuração da Polícia Civil e MPE. Defensoria, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal devem se reunir na próxima quinta-feira (14, para definir as demais providências a serem tomadas. (Com informações da Assessoria) 

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