Voz do Bico

O Poder da Arte: mãe e filha se reencontram após 20 anos separadas

Luciene a esquerda, ao de sua filha Luciana Teixeira (montagem. - Foto: Divulgação

5.137

Ao longo da vida nos deparamos com momentos que são considerados verdadeiros milagres.  Luciana Teixeira, moradora de Pequizeiro do Tocantins, encontra mãe que não vê há 20 anos.

Luciana Teixeira, que até na última quarta-feira, 20 de março, não sabia do paradeiro de sua mãe Luciene Teixeira, teve uma luz no fim do túnel, após matéria veiculada no Portal Voz do Bico, e por meio do artista Dhiogo Caetano de Uruana–GO, ela enfim reencontrou sua mãe. O artista, que também é jornalista, produziu duas chamadas de vídeo entre mãe e filha após 20 anos sem se verem.

A última vez que Luciana viu sua mãe (“Luciene Teixeira, filha de Antônio Teixeira e Maria José Silva. Sua mãe a deixou em Colinas do Tocantins na casa do seu pai, Itair Alves de Morais, filho de Clotildes e Benedito, “ela me deixou quando eu tinha apenas 1 ano e não disse para onde iria morar”. Após 7 anos, retornou a Colinas do Tocantins para a visitar quando tinha 8 anos, deste então nunca mais a viu ou teve qualquer notícia.” (Voz do Bico- Portal de Notícias –Tocantins -TO)) tinha 8 anos de idade, hoje é uma mulher com 29 anos, casada e mães de dois filhos.

Depois de anos, de noites sem sono e com muitos questionamentos na cabeça, Luciana, deparou-se com a possibilidade de reencontrar a sua mãe. Junto com sua família, iniciou uma busca pela internet; encontrando no trabalho do artista Dhiogo Caetano (Uruana/GO), uma ponta de esperança.

Assistindo alguns vídeos do artista, viu uma mulher, dançando, brincando e cantando com o artista, a mulher tinha o mesmo nome da sua mãe. Luciana, imediatamente entrou em contato com o artista, e o desfecho foi de alegria, emoção e amor.

Naquele instante viu o sonho da sua vida tornar-se realidade, através dos vídeos de inclusão, realizados pelo artista, que dá voz aos “bestializados e esquecidos” pela sociedade: pessoas com deficiência, idosos, pessoas em situação de rua.

“Dhiogo, não sei como agradecer. Através dos seus vídeos, encontrei a minha mãe. Não sei como explicar o que estou sentindo, a sensação não cabe no peito. Obrigado por viabilizar a oportunidade de falar mesmo que virtualmente com a minha mãezinha. Estou muito feliz! E tenho fé que Deus não me trouxe até aqui por acaso, ele vai me abençoar com recursos para realizar o sonho da minha vida, dar um abraço na minha mãezinha. Cuidar dela, conhecer a realidade dela, trazer ela para conhecer a minha casa, a minha família. ” (Luciana Teixeira)

“Só Deus para abençoar e proteger, o Dhiogo. ” (Luciene Teixeira)

Minha missão é ser útil, servir e amar.

Estou emocionando diante das possibilidades, grato a vida por ser instrumento de reconexão desse amor. Não sou nada diante da vastidão que me circunda. Nada é meu, nada me pertence! Sou só um navegante, ou melhor, um aprendiz de navegante que neste oceano existencial procura ser simplesmente mais uma gotícula em meio à infinitude líquida que compõe o vasto mar. Nada sou, sou nada, nada é meu, meu é nada, simplesmente nada, nada simplesmente sou!

*Por Dhiogo Caetano

Sair da versão mobile