
BICO – O Estado do Tocantins deu início ao ciclo 2026/2027 de monitoramento sanitário do plantel avícola, cobrindo diversas regiões estratégicas, como o Bico do Papagaio, para reforçar as ações de prevenção e vigilância contra a Influenza Aviária e a Doença de Newcastle. Iniciado na última segunda-feira, 14, o trabalho de campo é executado pela Agência de Defesa Agroperguntada e Pecuária do Tocantins (Adapec) em 38 propriedades rurais pré-selecionadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A iniciativa tem como meta detectar precocemente qualquer eventual circulação viral e assegurar a contínua certificação de área livre das enfermidades na avicultura industrial e de subsistência.
Dentro do plano de amostragem definido pelo Mapa com base em estudos epidemiológicos de risco, a região do Bico do Papagaio ganha especial atenção na estratégia de defesa sanitária. Diversos municípios da extrema ponta norte tocantinense abrigam estabelecimentos selecionados para o estudo, divididos entre a avicultura industrial e a criação de pequena escala.
Na avicultura industrial (corte e postura), os municípios do Bico do Papagaio com propriedades incluídas no monitoramento são:
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Aguiarnópolis
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Cachoeirinha
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Darcinópolis
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Luzinópolis
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Palmeiras do Tocantins
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Santa Terezinha do Tocantins
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Tocantinópolis
Já no segmento de avicultura de subsistência e produção de pequena escala, destaca-se na região o município de:
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Araguatins
Além dos municípios do Bico do Papagaio, o levantamento abrange outras localidades tocantinenses. A avicultura industrial também é monitorada em Araguaína, Fátima, Miracema do Tocantins, Monte Santo do Tocantins, Nova Rosalândia, Palmas e Paraíso do Tocantins. No âmbito da criação de subsistência e pequena escala, a amostragem se estende a Aragominas, Araguaçu, Araguaína, Arraias, Formoso do Araguaia, Muricilândia, Nova Olinda, Palmas, Paranã, Peixe, Pequizeiro, Rio Sono, Santa Rita do Tocantins e Taguatinga. No total, a amostragem é dividida igualmente entre 19 granjas comerciais e 19 criações de subsistência.
Procedimentos Técnicos e Colaboração dos Produtores
Em cada uma das 38 propriedades selecionadas, os técnicos da Adapec realizarão a coleta de amostras em 11 aves adultas. O protocolo prevê a retirada de sangue para a obtenção de soro, além da coleta de suabes de traqueia e de cloaca. O material recolhido será encaminhado para análise em laboratórios oficiais.
Atualmente, o Tocantins mantém o status sanitário de área livre de Influenza Aviária e da Doença de Newcastle. Para assegurar a manutenção desse patamar, a Adapec reforça que a colaboração dos produtores rurais é fundamental, solicitando que as equipes técnicas sejam recebidas nas propriedades indicadas para a realização dos procedimentos.
Sinais Clínicos e Canais de Notificação
A vigilância contínua exige atenção diária dos criadores aos sinais que possam indicar contaminação nos plantéis. A orientação é acompanhar atentamente o aparecimento de sintomas como:
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Coriza e secreção nasal;
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Torcicolo (pescoço torcido), andar cambaleante e paralisia;
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Diarreia esverdeada e falta de apetite;
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Inchaço na região da cabeça, crista e barbela (com possível coloração roxa ou azulada);
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Aumento repentino na taxa de mortalidade ou ocorrência de morte súbita no lote.
Diante de qualquer suspeita clínica de Influenza Aviária ou Doença de Newcastle, o produtor deve comunicar o fato imediatamente à unidade da Adapec mais próxima ou acionar o serviço de atendimento pelo telefone 0800 000 4733.
(Redação Voz do Bico, com informações da Secom-TO)