Voz do Bico

PC realizou a reconstituição do tiroteio ocorrido em Augustinópolis em abril deste ano

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A reconstituição iniciou às 19h e finalizou por volta de 23h30. – Foto: Divulgação

AUGUSTINÓPOLIS – A Polícia Civil do Estado do Tocantins (PCTO) realizou na noite desta segunda-feira, 03, a reconstituição do tiroteio ocorrido durante uma festa no dia 10 de abril promovida em um Quiosque no setor da Feira Coberta em Augustinópolis. O crime deixou como vítima fatal um policial militar do estado do Pará (PM/PA) e mais quatro pessoas feridas, sendo uma delas outro PM/PA.

A reconstituição do crime ocorreu na área Quiosque Por do Sol, sobe o comando do delegado dr.  Jacson Wutke e contou com a participação da turma do 10ª período de direito da Unitins, Ministério Público, Peritos da polícia cientifica, PM/TO, testemunhas, vítimas baleadas e o policial penal do Pará acusado de cometer homicídio qualificado e quatro homicídios tentados.

Os acadêmicos da Unitins campus Augustinópolis foram convidados pelo delegado responsável pelo caso dr.  Jacson Wutke para participarem da reconstituição com objetivo de apoio e como observadores, acadêmica Ana Carolyne Nunes César falou ao portal Voz do Bico. “Foi de muita importância para nós do curso de direito da Unitins poder ver de perto como é uma reconstituição de crime, entender a dinâmica de como aconteceu o crime e observar cada detalhe, presenciar o acusado e testemunhas relatando suas versões”.

Confira no vídeo do Portal Nexo Norte mostrando como foi  parte da reconstituição:

Entenda o caso

A Polícia Civil do Tocantins concluiu na quarta-feira, 20 de abril, as investigações criminais referentes ao tiroteio ocorrido no dia último dia 10 de abril, em um quiosque em Augustinópolis e que resultou na morte de um policial militar em ferimentos graves em mais quatro pessoas.

De acordo com a autoridade policial Jacson, as evidências colhidas durante o inquérito policial permitiram reconstruir a dinâmica dos fatos. Sendo assim foi possível observar que o Policial Penal foi o responsável por iniciar os disparos da arma de fogo após um atrito insignificante entre um familiar seu e o irmão de um dos policiais militares

No caso, além do Policial Penal, o outro policial militar, apenas e tão-somente após ter sido inicialmente alvejado, teria realizado, pelo menos, três disparos para o alto para dissipar os presentes e dissuadir o atirador. Já o policial militar morto no local, foi alvejado no chão logo após ter alcançado a sua arma de fogo, não chegando a produzir qualquer disparo.

Pelas provas reunidas durante a investigação, foi possível verificar que o Policial Penal, buscando ceifar a vida dos Policiais Militares teria efetuado, pelo menos, 15 disparos com a sua arma funcional 9mm, sendo que a maioria dos tiros foram realizados a esmo, ou seja, à sua própria sorte, sem que o atirador tivesse uma mira definida do seu alvo.

Em razão dos disparos realizados em meio ao tumulto generalizado, além dos dois policiais militares, outras três vítimas que não possuíam qualquer envolvimento com a contenda foram atingidas no momento em que buscavam se proteger.

No relatório conclusivo das investigações, o delegado Jacson Wutke indiciou o policial penal pela prática de um homicídio consumado duplamente qualificado (motivo fútil e perigo comum) com dolo direto em relação a um dos policiais militares.

Ele também foi indiciado por um homicídio tentado duplamente qualificado (motivo fútil e perigo comum) com dolo direto em relação ao segundo policial militar, além de três homicídios tentados duplamente qualificados (motivo fútil e perigo comum) com dolo eventual em relação às demais vítimas

O Policial Penal, após ter a sua prisão preventiva decretada pelo Juiz da Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis, permanece recolhido na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG) de Araguaína (TO).

(Redação Voz do Bico)

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