Povo Apinajé ocupa Polo base de saúde em Tocantinópolis reivindicando melhorias no atendimento

sexta-feira, 13 de maio de 2022 às 08:51
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Indígenas afirmam que não sairão do Polo de Saúde até que o coordenador do Distrito converse com o grupo. – Foto: Acom INDTINS

TOCANTINÓPOLIS – Mais de 200 indígenas do Povo Apinajé ocuparam o Polo Base de Saúde Indígena (PBI) de Tocantinópolis. Os indígenas reivindicam melhorias do atendimento de saúde prestado às aldeias. A manifestação teve início na tarde de quarta-feira, 11, como forma de chamar atenção da sociedade os indígenas caminharam pelas ruas da cidade e passando pela Coordenação Técnica Local (CTL) da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) em Tocantinópolis.

O presidente da Associação União das aldeias Apinajé – Pempxà e colaborador do Instituto Indígena do Tocantins (INDTINS), Emilío Dias Apinajé, afirma que os indígenas só sairão do PBI após conversarem com Sebastião De Gois Barros, o coordenado do Distrito Indígena de Saúde do Tocantins (DSEI-TO). “Nós do Povo Apinajé não vamos sair, nós queremos a presença dele aqui, nós queremos conversar com ele”, garante Emílio Dias.

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De acordo com Antônio Apinajé, também membro da Associação Pempxà, uma  servidora do PBI recebeu Ofício com reivindicações da comunidade e informou que amanhã os integrantes do DSEI-TO, do Conselho Indígena de Saúde (CONDISI) e da Secretária Especial de Saúde Indígena (SESAI) estarão em Tocantinópolis para ouvir os caciques.
Antônio Apinajé, descreve as razões das manifestações: “protestamos contra o descaso, sucateamento e abandono da Atenção à saúde indígena da população Apinajé.”, o ativista lista os problemas enfrentados “Nas aldeias a situação é crítica com falta de medicamentos, viaturas para transporte de pacientes, demora para realizar consultas e exames. Existe um possível surto de tuberculose na aldeia Prata que vem preocupando as comunidades Apinajé”.

Emílio Dias afirma que a morte de Elias Salvador Apinajé, que faleceu com um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e estava internado com suspeita de tuberculose, foi decorrente da demora no atendimento de saúde e realização de exames médicos. O líder indígena afirma que a falta de saúde para seu Povo já fez muitas mortes nas aldeias.

O INDTINS está realizando uma campanha de arrecadação de recursos para ajudar a manter a ocupação do Povo Apinajé, para colaborar com a campanha basta enviar um pix para 6399929-9374, conta do líder indígena Alan Dias da Silva Apinajé.

A associação Pempxà enumerou algumas das reivindicações de melhoria na Saúde:

Reforma do posto da Aldeia Mariazinha;
Construção de posto de saúde da Aldeia Girassol;
Construção de posto de saúde na Aldeia Prata;
Reabastecimento de medicamentos;
Contratação de profissionais de saúde;
Transporte 24h para atendimento de emergências;
Melhoria das estradas de acesso às aldeias para viabilizar o transporte.

(ASCOM INDTINS)

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