AUGUSTINÓPOLIS – Uma pesquisa publicada na Revista Brasileira de Musicoterapia defende que “a música tem um poder que, embora invisível, pode ser fortemente sentido e experimentado”. A afirmação é da pesquisadora Lia Rejane Mendes Barcellos, que estudou a audição musical como experiência terapêutica e imunogênea. É acreditando na força dessa arte que o projeto “Amor e Melodia” da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) – Câmpus Augustinópolis foi implementado nesta terça-feira, 21, no Hospital Regional de Augustinópolis.
A iniciativa é vinculada ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Extensão (Pibiex), orientado pela professora Vanessa Souza e pela acadêmica bolsista Luana Patrícia Garcia, ambas do curso de Enfermagem/Câmpus Augustinópolis. A primeira atividade do projeto reuniu a equipe multidisciplinar do HRAug e contou com a participação da diretora geral da unidade, Vilma Jovino, e do diretor administrativo do hospital, Marcos Bueno.
Durante a programação desta terça-feira, 21, a performance foi realizada somente com servidores da unidade hospitalar e a partir desse encontro será estendido para os pacientes internados no estabelecimento de saúde. “Nosso trabalho é com qualidade quando estamos conectados. A humanização vai muito além de estar com o paciente, mas também ter esse olhar cuidadoso para o familiar, para a equipe. É com muita alegria que a gente traz esse projeto para essa unidade e vamos atingir muitas pessoas”, comentou a acadêmica voluntária Anna Maria Valadares.
A bolsista Luana Patrícia Garcia explicou que “a musicoterapia é um híbrido entre a arte e a saúde, auxilia no tratamento do paciente, levando até o processo de cura, porque a musicoterapia age diretamente nos nossos neurotransmissores e a música tem uma grande representatividade. Às vezes a gente sente algo e a música consegue expressar o que a gente está sentindo naquele momento”.
As visitas do projeto “Amor e Melodia” vão ocorrer entre duas e três vezes por semana no Hospital Regional de Augustinópolis. O objetivo é alcançar os pacientes internados na enfermaria. O grupo será composto por acadêmicos de Enfermagem juntamente com um músico.
“Nós vamos ter contato com o paciente no momento em que ele está mais vulnerável, que é no momento da enfermidade, e a música pode ajuda-los. Não somente eles, mas os familiares e toda a equipe multiprofissional que trabalha nesse atendimento”, ressaltou a professora Vanessa Souza, orientadora do projeto.
Para a coordenadora do curso de Enfermagem/Câmpus Augustinópolis, Késia Chaves, “os projetos de extensão são muito importantes para os acadêmicos e a comunidade, possibilitando o compartilhamento com o público externo através da interdisciplinaridade, interação dialógica, indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão”, pontuou.
(DICOM UNITINS)
