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Projetos da Unitins levam debates sobre violência e acolhimento a escola de Augustinópolis

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Ação extensionista reuniu acadêmicos, pesquisadores e extensionistas em atividade voltada à conscientização, prevenção da violência e fortalecimento do diálogo com a comunidade escolar. – Foto: Arquivo Pessoal

AUGUSTINÓPOLIS – Acadêmicos e pesquisadores da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Câmpus Augustinópolis, promoveram, na última segunda-feira, 25, uma ação educativa voltada à conscientização e prevenção das violências entre estudantes da Escola Fazenda Dezesseis, em Augustinópolis. A atividade reuniu alunos da unidade escolar em momentos de diálogo e reflexão sobre violência de gênero, violência doméstica, violência sexual, relacionamentos abusivos e proteção de crianças e adolescentes.

Por meio de apresentações conduzidas por acadêmicos, pesquisadores e extensionistas da universidade, a programação abordou diferentes perspectivas relacionadas à proteção de mulheres, adolescentes e crianças. A iniciativa teve o objetivo de aproximar a universidade da comunidade escolar e ampliar o acesso à informação sobre prevenção, acolhimento e enfrentamento das violências.

Prevenção e acolhimento em debate

A acadêmica do curso de Direito, Emanuela Lopes de Alcântara, apresentou o projeto “Antes que ele me mate”, iniciativa voltada ao combate da violência doméstica e do feminicídio por meio da conscientização e do acesso à informação. Segundo ela, o objetivo do projeto é promover debates preventivos antes que a violência alcance consequências irreversíveis. “A violência contra a mulher não começa no feminicídio. Ela começa no silêncio, no controle, na humilhação e nas ameaças que muitas vezes são naturalizadas. Nosso projeto busca justamente levar conhecimento e informação para que essas situações sejam identificadas e combatidas antes que seja tarde demais”, destacou.

Durante a programação, os acadêmicos Nayara Feitoza de Sousa e Vinicius da Silva Santos apresentaram conteúdos relacionados à violência de gênero, violência sexual, consentimento e segurança no ambiente virtual. As discussões buscaram orientar os estudantes sobre a identificação de situações abusivas, respeito aos limites e formas de buscar apoio e acolhimento.

A estudante e extensionista do projeto, Nayara Feitoza, ressaltou a importância de promover esse tipo de debate no ambiente escolar. “Participar dessa ação foi uma experiência muito importante, principalmente por poder contribuir em um tema tão necessário e ainda muito silenciado na sociedade. Por meio da cartilha e das atividades desenvolvidas, buscamos levar informações de forma clara e acessível sobre violência sexual, consentimento e rede de apoio, ajudando os adolescentes a compreenderem mais sobre respeito, proteção e a importância de buscar ajuda em situações de violência”, afirmou.

A acadêmica Sabrine Paixão Santiago apresentou reflexões sobre a violência contra mulheres negras, abordando a relação entre racismo estrutural, machismo e vulnerabilidade social. Segundo ela, discutir essas temáticas com estudantes é fundamental para ampliar a compreensão sobre desigualdades presentes na sociedade. “Além da violência e do machismo, muitas mulheres negras também enfrentam o racismo estrutural, que amplia ainda mais as situações de vulnerabilidade. Debates como esse são importantes para conscientizar os estudantes e ampliar a visão deles sobre questões que fazem parte da nossa realidade”, ressaltou.

A ação também contou com contribuições do projeto “Cadeira Vazia: quem ouve o silêncio das crianças”, coordenado pela acadêmica Renata Viana, responsável pela elaboração de uma cartilha educativa voltada à conscientização sobre violências sofridas por crianças e adolescentes, consentimento e redes de apoio disponíveis para acolhimento e proteção.

A professora Tatiana Moraes Cosate destacou que ações extensionistas desenvolvidas em escolas fortalecem o diálogo entre universidade e comunidade e contribuem para a formação cidadã dos estudantes. “Quando os acadêmicos levam esses projetos para dentro das escolas, eles criam espaços de escuta, reflexão e conscientização. Discutir violência, direitos humanos e relações sociais com adolescentes é fundamental para promover prevenção, informação e transformação social”, afirmou.

Além das palestras e debates, a ação reforçou mensagens sobre relacionamentos saudáveis, respeito e valorização da vida, destacando que comportamentos possessivos, controle excessivo e ciúmes não representam demonstrações de cuidado ou afeto.

Foto: Arquivo Pessoal

(DICOM UNITINS)

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