A audiência pública com o deputado e os vereadores augustinopolinos foi solicitada pelos acadêmicos em busca de uma solução a curto ou médio prazo. – Fotos: Geiza Freire/VB
AUGUSTINÓPOLIS – “Estamos aqui para nos unir em um só grito de insatisfação e indignação”, assim inicia o Manifesto dos Estudantes da Faculdade do Bico do Papagaio (Fabic), literalmente um pedido de socorro, entregue ao deputado Amélio Cayres no início da noite desta segunda-feira, 13, na Câmara de Vereadores de Augustinópolis. No texto salientam que a futura formação deles está sendo comprometida por uma série de falhas estruturais e administrativas. “Não estamos apenas pedindo mudanças, estamos exigindo que a nossa educação, nossa futura profissão, seja tratada com o respeito e a seriedade que merece”, textualizam no primeiro parágrafo em tom de pura indignação.
A audiência pública com o deputado e os vereadores augustinopolinos foi solicitada pelos acadêmicos em busca de uma solução a curto ou médio prazo. No texto entregue ao deputado e assinado pelos universitários eles citam 15 falta ou atitudes inadequadas da gestão do CEO da Fabic Nilton Elias que de uma forma ou de outra afetam negativamente a formação dos acadêmicos ou trazem insegurança jurídica no futuro. Eles citam como exemplo o curso de Fisioterapia que segundo consta no manifesto não é autorizado pelo MEC para ser ofertado pela faculdade e dizem desconhecer qual universidade homologa os diplomas, após a conclusão do curso, dizendo que muitos que já se formaram ainda não receberam seu certificados de graduação.
Em sua fala o deputado Amélio Cayres argumenta que está sendo muito ruim para a cidade e região o desenrolar dos acontecimentos nos últimos meses entre Fabic e acadêmicos, em especial a demolição do prédio da instituição para evitar um leilão do imóvel sob a argumentação do proprietário da instituição que o prédio era propriedade dele e o que estava indo a leilão era tão somente o terreno, porém o deputado reflete ; “O pior de tudo seria fechar uma instituição de ensino que já contribuiu muita para nossa cidade e região”.
No final da sua fala prometeu que após esgotar todas as possibilidades de solução entre Fabic e acadêmicos e não se chegando a uma saída satisfatória para as partes, sob aplausos prometeu que não deixará os estudantes na mão. “O que eu puder fazer para ajudá-los eu farei, o que não podemos é vê-los prejudicados e de braços cruzados”.
Ao abordar a demolição do prédio foi enfático: “Foi muito ruim para o estado, os moradores de Augustinópolis, para quem lutou para ver esta instituição funcionando. Considero lamentável a derrubada do prédio, manchando a história de uma faculdade que foi criada no Bico do Papagaio com o propósito de nos trazer educação superior, isso causou um descrédito para os alunos e para a sociedade. Aquele prédio no chão foi uma imagem dolorida e muito negativa”.
RECLAMAÇÕES
No texto os acadêmicos avaliam que diante das falhas estruturais, administrativas e educacionais enfrentada por eles, não podem mais continuar aceitando uma educação que não cumpre com os padrões mínimos exigidos pelo MEC referente as primícias de cada curso e pedem a viabilidade dos acadêmicos da Faculdade do Bico do Papagaio serem realocados para a Universidade do Tocantins (UNITINS), que, conforme eles, possui a estrutura necessária e o compromisso com a qualidade do Ensino, sendo essa a instituição mais próxima e que tem os cursos afins.
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