
TOCANTINS – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, disse que modelo da nova eleição para governador no Tocantins ainda não está definido. Inicialmente, o TSE chegou a dizer que eleição seria direta, mas agora esta decisão foi adiada para o dia 27 de março.
Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lélis (PV) devem deixar os cargos somente após a publicação do acórdão sobre o julgamento realizado nesta quinta-feira (22). O prazo para que o novo pleito seja realizado é de 40 dias após o Tribunal decidir o modelo da eleição. Neste período, o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse (PHS), fica no cargo interinamente.
O vencedor da votação vai ficar no cargo até o dia 1º de janeiro de 2019. Em outubro serão realizadas novas eleições gerais que vão decidir quem assume a partir daí. O TSE também informou que é a primeira vez que um governador é cassado duas vezes desde a redemocratização do Brasil. (G1 Tocantins)
Entenda
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, por 5 votos a 2, nesta quinta-feira (22), os mandatos do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV). Com a votação, o Tribunal decidiu pelo provimento integral do recurso do Ministério Público Eleitoral e parcial do recurso da coligação do ex-governador Sandoval Cardoso, contra o governador e a vice-governadora.
No julgamento, o presidente do TSE considerou a existência de Caixa 2 na campanha de 2014, com utilização de recursos não declarados à Justiça Eleitoral. Além de Fux, votaram pela cassação de Marcelo e Cláudia os ministros Rosa Weber, Admar Gonzaga, Jorge Mussi e Luís Roberto Barroso. O ministro Napoleão Nunes Maia acompanhou a relatora, ministra Luciana Lóssio, que não faz mais parte da Corte, e votou pela não cassação.