Voz do Bico

“Violência contra a mulher não é problema só dela”, Nudem reforça a importância da denúncia

810
“Violência contra a mulher não é problema só dela”, Nudem reforça a importância da denúncia – Foto: Freepik/ Reprodução

Ainda resiste na sociedade a ideia de que casos de violência contra a mulher no ambiente doméstico são assuntos particulares, nos quais ninguém deve se envolver. Contra esse silêncio, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem) reafirma seu compromisso com a defesa das mulheres.

O Nudem lembra que toda violência doméstica contra a mulher é uma violação dos direitos humanos e deve ser tratada como um crime que atinge não só a vítima, mas toda a sociedade. Para combater esse tipo de violência, é preciso, antes de tudo, reconhecê-la.

Tipos de violência previstos na Lei

A Defensoria Pública destaca os principais tipos de violência que podem ocorrer no ambiente doméstico e familiar:

Atendimento humanizado e políticas públicas

A DPE-TO oferece às mulheres atendimento integral, gratuito, especializado e humanizado, por meio de suas regionais e também do  Nudem. O Núcleo atua com: Apoio jurídico e social às vítimas; Encaminhamento a serviços da rede de proteção; Ações de prevenção e conscientização; Estudos e proposições de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência.

A coordenadora do Nudem, defensora pública Pollyana Lopes Assunção, aponta a raiz estrutural do problema. “A compreensão social desse tipo de violência é que ela é fruto de um patriarcado machista. Um patriarcado que, com essa polarização da política, tem se mostrado forte e tem dominado boa parte dos homens no Brasil e no mundo”.

Para ela o maior desafio é fazer com que as mulheres reconheçam a violência e consigam romper o ciclo que as aprisiona. “É preciso que elas entendam os próprios direitos, desde as violências mais sutis às mais explícitas. A melhor maneira de enfrentamento é com políticas públicas que realmente cheguem até essas mulheres”, frisou Pollyana Assunção.

A Defensora Pública cita um caso recente que evidencia a brutalidade e a urgência do enfrentamento à violência de gênero. “Em Natal, estado do Rio Grande do Norte, uma mulher de 35 anos foi brutalmente agredida com mais de 60 socos pelo namorado. O crime foi registrado por câmeras de segurança e causou revolta em todo o país. Ele atentou contra aquela mulher, mas também contra toda a sociedade. Casos como esse exigem resposta imediata e coletiva. A Violência contra a mulher é crime, não é assunto privado. Denuncie. Procure a DPE. Não silencie. Juntas e juntos podemos quebrar esse ciclo”, concluiu Pollyana Assunção.

Onde buscar ajuda

Vítimas de violência doméstica podem receber ajuda na Defensoria Pública, onde receberão orientação jurídica gratuita e encaminhamento à rede de apoio; na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) ou em qualquer delegacia de polícia; no Ministério Público ou na Vara Especializada de Violência Doméstica, se houver na cidade.

Se houver risco à integridade física da mulher ou de seus familiares, é fundamental solicitar Medida Protetiva de Urgência, que pode ser requerida na delegacia, na Defensoria ou no Ministério Público.

Telefones

(DPE-TO)

Sair da versão mobile