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Canetas emagrecedoras: Anvisa aprova mais 5 registros de semaglutida

Medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. - Foto: ChatGPT Image 23 de ago. de 2025, 09_40_37

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Segundo estudo, a A semaglutida tem se mostrado uma aliada promissora no combate à gordura hepática. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Anvisa aprovou o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida, substância usada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e amplia a concorrência nesse mercado.

Por enquanto, ainda não há previsão de quando os produtos chegarão às farmácias nem quais serão seus preços.

Cinco novos medicamentos recebem aval da Anvisa

A autorização contempla cinco formulações injetáveis de semaglutida, princípio ativo conhecido por integrar as chamadas “canetas emagrecedoras“. A medida foi publicada nesta quarta-feira (29) e amplia o número de fabricantes autorizados a atuar nesse segmento após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil.

Todos os produtos seguem o mesmo formato: solução injetável para aplicação subcutânea, acompanhada de caneta aplicadora e agulhas. O registro foi concedido como “medicamento novo (novo IFA análogo) por via de desenvolvimento abreviado”.

Os medicamentos aprovados são:

Todos possuem concentração de 1,34 mg/mL e serão comercializados em cartuchos de 1,5 mL e 3 mL.

Por que a semaglutida ficou tão conhecida?

A semaglutida está presente em medicamentos como Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e Wegovy, aprovado para obesidade. Além de ajudar no controle da glicemia, o princípio ativo reduz o apetite. Foi justamente essa combinação que impulsionou sua popularidade nos últimos anos.

Com a procura em alta, também cresceram os relatos de escassez e as reclamações sobre os preços.

Isso, porém, não significa que as novas canetas estarão disponíveis imediatamente. A resolução da Anvisa não informa quando as vendas começarão nem quais serão os valores cobrados. As indicações terapêuticas específicas de cada produto também não foram detalhadas.

O que muda para os pacientes?

A decisão ocorre poucos meses depois da aprovação do Ozivy, da EMS, primeiro concorrente nacional autorizado após a queda da patente da semaglutida.

Por se tratar de uma molécula complexa, esses medicamentos passam por uma análise rigorosa. A Anvisa avalia critérios como qualidade, segurança, eficácia, imunogenicidade e controle de impurezas antes de conceder o registro.

A entrada de novas fabricantes tende a ampliar a oferta de medicamentos nos próximos anos. Mesmo assim, ainda é cedo para saber quando isso poderá influenciar os preços ou a disponibilidade nas farmácias. Como a semaglutida exige um processo regulatório específico, esses produtos não são classificados como genéricos tradicionais.

Com os registros aprovados, o próximo passo será a chegada dessas novas canetas ao mercado, algo que ainda depende do planejamento comercial de cada fabricante.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

(OLHAR DIGITAL)

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