Foram divulgadas as primeiras imagens da cratera causada pela colisão de um foguete Falcon 9, da SpaceX, empresa do bilionário sul-africano Elon Musk, com a Lua.
Parte do foguete colidiu com a Lua por volta das 6h35 (horário do Reino Unido) de quarta-feira (5/8), após passar mais de um ano à deriva no espaço.
A agência espacial da Coreia do Sul informou que sua sonda Danuri registrou o impacto da colisão durante várias passagens pela Lua, enquanto estava em órbita lunar.
As fotos de “antes e depois” mostram a marca de 18 metros deixada pelos destroços do foguete, contou o “Telegraph”.
Antes do impacto, cientistas haviam previsto que o foguete atingiria a Lua com uma força equivalente a três toneladas de TNT, criando uma nova cratera na superfície lunar.
A discarded SpaceX Falcon 9 rocket stage has crashed into the Moon, with newly released imagery revealing fresh impact marks on the lunar surface.
Images released by KARI/KASA and NASA show before-and-after views of the impact site after the school-bus-sized rocket body struck… pic.twitter.com/ZIcyf3PhIJ
— CGTN Europe (@CGTNEurope) August 6, 2026
A estimativa era de que o foguete atingisse a Lua a uma velocidade de cerca de 8.700 km/h — sete vezes a velocidade do som.
Esperava-se que a colisão fosse visível da Terra, mas fotógrafos amadores que observavam o evento por meio de telescópios não conseguiram detectar sinais do impacto, que deveria ter gerado um pequeno clarão.
Na última segunda-feira (3/8), Julianna Scheiman, da SpaceX, havia afirmado que uma “combinação de atividade solar e forças gravitacionais” colocou o fragmento do foguete em uma trajetória em direção à Lua.
O impacto não representou qualquer perigo para a Terra. No entanto, astrônomos manifestaram preocupação com o acúmulo de detritos espaciais na atmosfera.
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