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Incrível: Telescópio Roman da NASA pode detectar 100 mil explosões cósmicas

Uma das descobertas recentes mais impressionantes da astronomia, um buraco negro com 36 bilhões de massas solares, foi feita por um brasileiro - (imagem ilustrativa). - Foto: Adis Resic por Pixabay

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Previsto para ser lançado até maio de 2027, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA, promete inaugurar uma nova era na observação do cosmos.

De acordo com projeções recentes, o equipamento poderá identificar até 100 mil explosões cósmicas, como supernovas, quilonovas e eventos envolvendo buracos negros.

A missão faz parte do programa High-Latitude Time-Domain Survey, que analisará uma mesma região do espaço a cada cinco dias por dois anos, criando um verdadeiro “filme” da atividade cósmica em grande escala.

Roman vai encontrar muitas coisas estranhas e maravilhosas no espaço – incluindo algumas que ainda nem conseguimos imaginar.

Rebekah Hounsell, pesquisadora do Goddard Space Flight Center, da NASA

O que o telescópio Roman pode revelar sobre o Universo?

Este vídeo de concepção artística mostra como duas estrelas de nêutrons minúsculas, mas muito densas, se fundem e explodem como uma quilonova. Crédito: Observatório Europeu do Sul (ESO).

Telescópio Roman: supernovas e energia escura

Segundo Space.com, o Telescópio Roman oferecerá uma cobertura ampla do céu com alta profundidade em luz infravermelha, o que permitirá observar eventos extremamente distantes e raros.

Entre os 100 mil fenômenos previstos, cerca de 60 mil devem ser supernovas por colapso de núcleo, marcando o fim de vida de estrelas massivas. Essas explosões dispersam elementos essenciais pela galáxia e podem dar origem a buracos negros ou estrelas de nêutrons.

Concepção Artística de um buraco negro. No centro da imagem, o horizonte de eventos, a partir do qual nem mesmo a luz é capaz de escapar da enorme gravidade. Créditos: Goddard Space Flight Center da NASA / Jeremy Schnittman

Já as supernovas do tipo Ia, formadas por anãs brancas que consomem estrelas companheiras, são valiosas para medir a aceleração da expansão do Universo.

Ao observar milhares desses eventos em diferentes distâncias, o Roman poderá ajudar a entender se a energia escura está realmente enfraquecendo com o tempo – como sugerem dados recentes do instrumento DESI (Dark Energy Spectroscopic Instrument).

Outros alvos: buracos negros, quilonovas e estrelas primitivas

O Roman também poderá identificar cerca de 40 eventos de disrupção de maré – quando estrelas são engolidas por buracos negros – e até 5 quilonovas, explosões luminosas que ocorrem após a colisão de duas estrelas de nêutrons. Essas colisões são cruciais para explicar a origem de elementos pesados como o ouro e o plutônio.

Entre os fenômenos mais aguardados está a possível detecção das chamadas supernovas de instabilidade de pares, que seriam as explosões finais das primeiras estrelas do Universo. Elas ainda não foram confirmadas, mas o telescópio Roman pode ser o primeiro a registrar evidências diretas desses eventos únicos.

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(OLHAR DIGITAL)

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