Quando o assunto são as DSTs — isto é, as temidas doenças sexualmente transmissíveis —, existem algumas infecções que são conhecidas de todos, como é o caso da sífilis, do herpes e do HPV (papiloma vírus humano), por exemplo. Mas essas não são as únicas DSTs em circulação por aí — e há várias sobre as quais muita gente nunca ouviu falar. Uma que não é tão popular assim é a tricomoníase, uma doença provocada por um parasita inoportuno que, se não for tratada, pode trazer uma série de complicações.
Menos conhecida
De acordo com Jeremy Glass, do site Greatist, a tricomoníase é uma infecção provocada por um pequeno protozoário chamado Trichomonas vaginalis, que é transmitido durante a prática do sexo sem preservativos. Apesar do nome do bichinho (“vaginalis”), não pense que ele vive apenas no organismo das mulheres! Os homens também podem se contaminar e “passar” o parasita para outras pessoas.
Na verdade, o contágio normalmente ocorre por meio do contato do pênis com a vagina, vagina com pênis e vagina com vagina, e é incomum que a boca e o ânus sejam afetados. Portanto, é relativamente raro que homens bissexuais e homossexuais apresentem a tricomoníase.
Mesmo assim, segundo Jeremy, milhões de pessoas são infectadas anualmente (essa DST é bastante comum), mas, como apenas 30% apresentam os sintomas típicos da doença, a maioria só descobre que tem tricomoníase depois de passar por testes para detectar a presença do protozoário. Enquanto isso, quem não for cuidadoso pode transmitir o T. vaginalis por aí sem saber.
Conforme mencionamos, nem todos os portadores do parasita apresentam sintomas, mas, quando eles se manifestam, nos homens, eles costumam aparecer na forma de coceira e irritação no interior do pênis, ardência na hora de urinar e liberação de uma secreção desagradável que parece um pus meio espumoso — ui…
Já as mulheres infectadas, assim como os homens, podem sentir ardência na hora de fazer xixi, coceira e a liberação de uma secreção com odor bem desagradável (ui também), assim como irritação vaginal. Ademais, outro sintoma que pode afligir tanto homens como mulheres é a sensação de dor durante as relações sexuais.
Mais complicações
O problema com a tricomoníase é que as consequências da contaminação não se limitam aos sintomas que descrevemos acima. A inflamação provocada pelo T. vaginalis pode aumentar o risco de contaminação de outras doenças sexualmente transmissíveis mais sérias, bem como agravar os quadros de infecção urinária.
Além disso, em mulheres, estudos encontraram evidências de que a doença pode aumentar o risco de surgimento do câncer de colo de útero — possivelmente por conta de seu papel em tornar as infectadas mais propensas a serem contaminadas por outros agentes infecciosos — e, em grávidas, a tricomoníase está associada à ocorrência de partos prematuros e ao nascimento de bebês com o peso abaixo do esperado.
Por sorte, a tricomoníase pode ser tratada com o uso de antibióticos — geralmente os nitroimidazólicos, o metronidazol ou o tinidazol — e prevenida com o uso de preservativos durante as relações sexuais.
(MEGA CURIOSO)