
MARANHÃO – O governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou novas medidas para tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o consequente aumento do número de casos no estado. Entre as restrições está a proibição da circulação de pessoas nas ruas de todo o Amazonas das 19h às 6h.
O governo do Amazonas também começou a transferir pacientes diagnosticados com a covid-19 para hospitais de outras unidades da federação. Maranhão, Goiás, Piauí, Distrito Federal, Paraíba e Rio Grande do Norte estão na lista de estados que irão receber pacientes do Amazonas.
O coronel Franco Duarte, representante do Ministério da Saúde, afirmou que são transportados pacientes com estado de saúde considerado em fase moderada da doença. “São pacientes que ainda continuam dependentes do oxigênio, mas eles têm toda a segurança plena para serem aerotransportados”, disse.
“Estamos decretando o fechamento das atividades de circulação de pessoas entre 19h e 6h da manhã, exceto de atividades e transporte de produtos essenciais à vida”, informou o governador nas redes sociais.
Ele explicou que o toque de recolher não se aplica a quem trabalha em atividades estratégicas e essenciais, como saúde e segurança pública, nem a profissionais de imprensa. Farmácias também poderão atender os clientes, mas apenas por meio de entrega em domicílio.
A medida será detalhada em um decreto a ser publicado no Diário Oficial do Estado. O decreto também proibirá o transporte coletivo de passageiros por estradas ou barcos.
Quanto à remoção de pacientes para outras unidades da Federação, Wilson Lima garantiu que, além do traslado, o governo estadual vai oferecer apoio psicossocial para atender aos doentes e a seus parentes. “Estamos montando um grupo de apoio para esses pacientes e familiares que irão ser deslocados para os outros estados. Também já entramos com uma ação na Justiça contra a empresa [White Martins] para garantir que ela abasteça [com oxigênio medicinal] em quantidade suficiente a rede hospitalar para atender nossos irmãos acometidos da covid-19”, acrescentou o governador, que disse que tem conversado com os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello; da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, sobre os riscos do desabastecimento do produto.
Nos últimos dois dias, a Justiça estadual deu decisões favoráveis a hospitais privados para que as empresas White Martins e Nitron da Amazônia sejam obrigadas a manter o fornecimento de uma quantidade mínima de oxigênio.
“Estamos numa operação de guerra, onde os insumos, sobretudo a questão do oxigênio nas unidades hospitalares, é o produto mais consumido diante dessa pandemia”, disse o governador.
A Secretaria de Saúde do Maranhão informou que os pacientes do Amazonas serão encaminhados para o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão.
(Imirante)