Voz do Bico

Maranhão é o segundo pior estado na participação de homens em serviço doméstico, diz IBGE

462
Dados são de uma pesquisa realizada pelo órgão em todo Brasil no ano de 2019. – Foto: Steve Buissinne por Pixabay

O Maranhão é o segundo pior estado do Brasil em que homens participam das tarefas domésticas. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo IBGE que levantou informações em todo Brasil no ano de 2019.

No Maranhão, 4,22 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade tinham realizado atividades de afazeres domésticos no próprio domicílio ou em domicílio de parente, o que correspondeu a uma taxa de realização de 78,5%. Dentre todas os estados brasileiros e Distrito Federal, a taxa de realização de afazeres domésticos no Maranhão é a penúltima, ficando à frente apenas do estado do Rio Grande do Norte, 75,9%. As maiores taxas de realização foram detectadas no Amapá (91,1%) e no Rio Grande do Sul (90,5%). Para o Brasil, essa taxa era de 85,7%.

“O Maranhão registrou diferença de taxa de realização entre homens e mulheres de 23,7 pontos percentuais. Enquanto 89,9% das mulheres realizaram alguma atividade de afazer doméstico, essa proporção era de 66,2% entre os homens em 2019, a segunda mais baixa do país, superior apenas à do Rio Grande do Norte (62,2%)”, informou o IBGE.

A pesquisa ainda separou dados por faixa etária e mostrou que existe uma maior diferença na faixa etária de 14 a 24 anos de idade, em que a taxa de realização das mulheres é 26,4% maior que a dos homens no Maranhão.

Cor/raça

Já a taxa de realização de afazeres domésticos por sexo e cor/raça foi de 87% para mulheres brancas, 90,2% para mulheres pretas e 90,6% para mulheres pardas. Dentre os homens, a taxa foi de 63,6% para brancos, 67,8% para pretos e 66,3% para pardos.

Grau de instrução

Quanto à taxa de realização de afazeres domésticos por sexo e nível de instrução, observa-se, no Maranhão, que, à medida em que se eleva a escolaridade dos homens, maior é a participação deles nas tarefas domésticas.

A diferença entre homens e mulheres no grupo “sem instrução e fundamental incompleto” é de 26,1%, no grupo de pessoas com “superior completo” a diferença cai para 10,4%.

Tempo médio

O IBGE levantou na pesquisa que a média de horas semanais dedicadas aos afazeres domésticos e/ou ao cuidado de pessoas, no Maranhão, homens ocupados gastavam em 2019, 10,3h, enquanto as mulheres ocupadas gastavam 18,7h. Já, os homens não ocupados gastavam 11,3h e as mulheres não ocupadas 21,7h.

Consumo próprio

Ainda de acordo com o IBGE a pesquisa aponta que 800 mil pessoas produziam para o consumo próprio no ano de 2019.

“A taxa de realização de produção para o próprio consumo do estado (14,9%) era a segunda maior dentre as UFs, atrás apenas do Piauí (22,3%). Por produção para o próprio consumo, entende-se a) cultivo agro, pesca, caça, cultivo de animais; b) produção de carvão, corte ou coleta de lenha, coleta de água, extração de sementes etc.; c) fabricação de roupa, crochê, bordado, cerâmica, rede de pesca etc.; e d) construção de casa, muro, cômodo etc..”, publicou o IBGE.

Segundo os dados levantados homens trabalham mais para o próprio consumo que as mulheres. “No Maranhão, em 2019, havia 435 mil homens (taxa de realização de 16,8%) e 365 mil mulheres (taxa de realização de 13,1%) realizando produção para consumo próprio. A diferença entre homens e mulheres foi, portanto, na ordem de 3,7%, naquele ano, enquanto, no Brasil, a diferença foi de apenas 1%”, apontou o IBGE.

(G1/MARANHÃO)

Sair da versão mobile