
O Maranhão tem 3.324 pessoas curadas da infecção causada pelo novo coronavírus. São ainda 10.594 em tratamento por meio do isolamento domiciliar, 1.056 em leitos de enfermarias e 425 em UTIs, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgado na noite desta quarta-feira (20), que apresenta ainda 16.058 casos confirmados no estado e 663 óbitos por conta da Covid-19.
Sobre os leitos da rede pública estadual, a SES confirmou que Imperatriz chegou a 100% da lotação dos leitos de UTI. São 35 leitos exclusivos no município para o tratamento de pacientes com a Covid-19 e todos estão ocupados. Quanto as enfermarias, são 61 das 66 estão com pacientes.
Em São Luís, 211 das 225 UTIs na rede pública estadual estão com pacientes, enquanto que 589 enfermarias estão ocupadas de um total de 752.
Nos demais municípios maranhenses, a Secretaria de Saúde informou que 90 leitos de UTI estão disponíveis, sendo que 72 estão ocupados, e 277 enfermarias são exclusivas também para receber pacientes com a doença e 183 já estão ocupadas.
São monitorados 4.014 casos suspeitos no Maranhão, 16.058 foram descartados. Quanto aos exames para diagnosticar a Covid-19, a SES disse que 29.489 foram realizados até a noite desta quarta-feira.
Sobre os profissionais de saúde, 837 foram infectados, 725 estão curados e 15 morreram.
Um dos casos que ganhou repercussão foi no Hospital Universitário Presidente Dutra (HU-UFMA) em São Luís. A paciente Jociele Serra Pinheiro, de 38 anos, recebeu alta na unidade após contrair a Covid-19 (vídeo acima). Grávida de 26 semanas, Jociele recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após passar 41 dias internada.
Jociele foi a primeira paciente a ser internada na UTI para Covid-19 do HU-UFMA em 1º de abril. Mesmo curada da doença, ela continua em um leito de enfermaria da unidade, até receber alta do serviço de obstetrícia. De acordo com a assessoria da unidade, mãe e bebê passam bem.
Outro caso de pacientes curados no Maranhão foi da Aldene da Silva Nascimento, que ficou internada no Hospital Macroregional de Imperatriz. Quando voltou pra casa, Aldene foi recebida com festa e até foguetório pela família e amigos.
Ficar em casa
Ficar em casa é importante porque, segundo as autoridades de saúde, é a única maneira mais eficaz no momento para frear o aumento repentino no número de casos, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde pela falta de leitos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Um colapso causaria a diminuição drástica da capacidade do sistema de saúde em cuidar dos pacientes, o que aumenta a chance de óbitos por Covid-19 e também por outras doenças.
Cuidados
Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.
(G1/MARANHÃO)