
A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) anunciou na sexta-feira (10) que vai suspender por mais 30 dias as aulas em todos os nove campi da instituição no estado por conta do novo coronavírus. A medida começa a valer a partir da próxima sexta-feira (17) e será válida até o dia 16 de maio.
A UFMA já havia anunciado, em 16 de março, a suspensão por 30 dias das atividades da instituição por conta da ameça da Covid-19 no estado, que na época ainda não havia registrado casos. Por conta do aumento dos casos, principalmente na capital maranhense, a reitoria da universidade decidiu alterar o calendário para não expor os alunos e funcionários ao risco de contágio da doença.
As novas resoluções também determinam novas medidas em relação ao funcionamento administrativo da universidade, das atividades de pós-graduação, pesquisa e inovação. Veja abaixo:
- Atividades administrativas serão realizadas por meio remoto e os atendimentos presenciais estão suspensos;
- Atividades de pós-graduação presenciais estão suspensas e as demais atividades serão executados conforme o edital;
- Estão suspensas viagens nacionais e internacionais de servidores, terceirizados e discentes por 120 dias;
- Eventos e reuniões estão suspensos por 120 dias;
- As colações de grau do semestre 2019.2 que ainda não foram realizadas também estão suspensas.
Coronavírus no Maranhão
Até esta sexta-feira (10), o Maranhão registrou 21 mortes por Covid-19 e 344 casos em 16 municípios. Somente em São Luís, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) já registrou 246 casos. O número de pessoas curadas pela doença chegou a 54.
Quarentena
Por causa da evolução no número de casos, a proibição de funcionamento de diversos comércios e estabelecimentos no Maranhão foi mantida por tempo indeterminado, mas, segundo o Governo do Maranhão, será reavaliada semanalmente. A proibição de funcionamento afeta os seguintes segmentos:
- Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres;
- Templos, igrejas e demais instituições religiosas;
- Museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado;
- Academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares;
- Lojas ou estabelecimentos que pratiquem o comércio ou prestem serviços de natureza privada;
- “Shopping center”, galeria/centro comercial e estabelecimentos congêneres, salvo quanto a supermercados, farmácias e locais que prestem
- Serviços de saúde no interior dos referidos dos estabelecimentos;
- Feiras e exposições;
- Indústrias, excetuadas as dos ramos farmacêutico, alimentício, de bebidas, produtos hospitalares ou laboratoriais, obras públicas, alto forno, gás, energia, água, mineral, produtos de limpeza e higiene pessoal, bem como respectivos fornecedores e distribuidores.
Ficar em casa é importante porque, segundo as autoridades de saúde, é a única maneira mais eficaz no momento para frear o aumento repentino no número de casos, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde pela falta de leitos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Um colapso causaria a diminuição drástica da capacidade do sistema de saúde em cuidar dos pacientes, o que aumenta a chance de óbitos por Covid-19 e também por outras doenças.
Cuidados
Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.
(G1/MARANHÃO)