
*Por Thaisa Britz
Hoje, 04/10/21, as redes sociais pararam de funcionar. Começou pelas redes do Mark Zuckerberg – Instagram, WhatsApp e Facebook. Logo após, algumas outras redes sociais e até mesmo aplicativos de banco pararam de funcionar.
Logo, o “novo mundo” virou um caos. Atualizações constantes dos celulares, reiniciar o Wi-Fi, desligar o celular, ligar para a companhia de internet… E na realidade o problema não estava em nada disso, mas sim, nas próprias redes sociais.
Confesso que fui uma dessas pessoas. Reiniciei meu celular e o modem, na esperança de que meu WhatsApp voltasse a funcionar (afinal, estava trocando mensagens com um cliente).
Após os primeiros momentos de desespero, veio a reflexão. Nos últimos anos, nos tornamos tão dependentes das redes sociais, das facilitadoras, que no momento em que elas apresentam algum tipo de problema, perdemos a noção de tudo.
Acredito que a pandemia contribuiu para essa ascensão do digital, já que o home office foi a realidade de muitos e as redes eram a forma mais utilizada para contato com colegas, chefes e clientes.
Após a queda das redes e meu absoluto desespero para que voltasse ao normal, percebi que sou dependente das redes sociais, não só como meio de lazer, mas, principalmente, para trabalho. E assim como eu, acredito que muitas pessoas também são.
Como falei, no momento em que parou de funcionar eu estava em contato com um cliente e demorei a entender que eu poderia ligar e conseguir as mesmas informações que ele estava me fornecendo via WhatsApp. Afinal, estou tão acostumada com a utilização do aplicativo que levei um tempo para pensar em alguma alternativa.
A tecnologia nos trouxe tantos benefícios que nos tornamos reféns deles.
Thaisa Britz é advogada, pós-graduada em Direito do Trabalho e Direito Penal.