
Aspectos relacionados ao planejamento familiar e a educação sexual, a influência religiosa pode afetar diretamente o desenvolvimento de políticas relacionadas a métodos contraceptivos. E no Brasil isso ocorre de forma mais intensa.
Sob a cortina de fumaça da pedofilia, pauta não menos relevante, é verdade, mas a realidade é que temos índices terríveis. Os indicadores mostram que o Tocantins é um dos campeões nacionais em gravidez na adolescência. E outro título nada honroso é que temos uns dos maiores índices de doenças sexualmente transmissíveis em crianças e adolescentes. É um problema de saúde pública. Mas, sobretudo, é um problema de formação educacional.
Observe outro indicador interessante, no Brasil 75% das jovens que tem filhos, estão fora da escola. A maioria dessas jovens não estudam nem trabalham.
Esta é a realidade do país. São estes índices absolutamente vergonhosos que desnudam qualquer discurso retrógado e superficial.
E este enfrentamento só poderemos fazer com políticas públicas de educação sexual. Não só o “Use camisinha” em períodos carnaval.
Só a título de informação, 90% dos casos de pedofilia, o causador da violência sexual está dentro de casa e não na escola.
A educação sempre será o melhor contraceptivo.
Marcos Milhomens, comentarista Político.