*Por Angelo Cavalcante
Faço um breve compilado de informações sobre o quadro geral dos endividados do Brasil. Esses são dados amplamente disponibilizados em sites de órgãos como o IBGE, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a SERASA.
Está tudo lá… Na mão!
Bom… Administrar esse caos é, de fato, um combo, um complexo misturado de paciência com Economia, Administração e muito compromisso público.
Reparem… Para junho/2023, em levantamento feito pela SERASA, houve sensível queda de 450 mil inadimplentes na comparação com maio/2023 e que apresentou o “continente negativado” de 71,45 milhões de brasileiros em comprovada inadimplência.
É muita coisa!
As idades, as faixas etárias de brasileiros com reconhecidas restrições são justamente os segmentos:
i. 26 a 40 anos: 34,7%;
ii. 41 a 60 anos: 34,8%;
iii. Acima de 60 anos: 18,1%.
Ainda para o mês de junho/2023, as amarrações do endividamento brasileiro se acham justamente na má utilização do cartão de crédito (31,13%); no endividamento no varejo (11,44%) e; na inadimplência com gastos rotineiros e domésticos – água, energia, telefone, internet etc – (22,07%).
No que se refere ao GÊNERO… Mulheres estão mais endividadas que os homens.
ELAS estão bloqueadas em 50,3% e; ELES envolvem 49,7%.
As unidades da federação mais e bem mais comprometidas com débitos são:
RJ (52,80%), AP (52,72%), AM (52,20%), DF (52,05%), MT (50,33%), RR (49,23%), MS (48,69%), PE (46,19%), SP (45,61%), TO (45,52%), CE (45,50%), RO (45, 44%), AC (44,57%), RN (42,76%), GO (42,57%), SE (42, 21%), PR (42,00%), BA (41,36%), ES (40,39%), PA (40,34%), AL (40,05%), MG (39,42%), PB (39,29%), RS (39,22%), MA (38,22%), SC (37,14%) e PI (36,18%).
De todo modo, é decisivo, é fundamental resgatar esse vasto contingente de brasileiros desse dramático quadro de bloqueio e impedimento econômico justamente para lhes garantir celeridade, dinâmica e fluidez de bens e serviços sobretudo e, principalmente, àqueles e que mais necessitam.
Angelo Cavalcante– Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.
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