
*Por Anna Laura Castro Sousa
O autor e psiquiatra Augusto Cury discorre em seu livro Inteligência Socioemocional que a geração Z vive a, intitulada por ele, “Idade das Trevas Emocionais”. A carência de políticas públicas voltadas à gestão e educação emocional, juntamente com a falta de diálogo no âmbito familiar, tem levado diariamente a sociedade ao esgotamento mental.
Em primeiro plano, faz-se necessário afirmar que o coletivo social não está devidamente preparado para combater os transtornos mentais. As escolas, em sua maioria, se tornaram refúgios que não estão prontos para a demanda. O quase inexistente investimento em educação emocional é notório e a falta de profissionais nestes ambientes é caótica.
Na série 13 Reasons Why, nota-se que ambientes familiares ainda não enxergam a gravidade das doenças mentais ou as tratam como um tabu. Romantizar problemas psíquicos ou invalidá-los tem como principal consequência o isolamento do indivíduo afetado. Janelas killers são abertas no córtex cerebral e nelas são armazenadas experiências traumáticas levando à depressão e ao suicídio.
Com base nos argumentos apresentados, é de suma importância uma união entre imprensa e governo. Através de recursos midiáticos, propagandas e programas que abordem doenças mentais, o Ministério da Educação deve introduzir a temática nas escolas com palestras e disponibilizar profissionais em locais de fácil acesso para a comunidade de alunos. O apoio social faz parte das ações que levarão à melhora e redução da “febre” de transtornos mentais e psicológicos.