Voz do Bico

O vice e a síndrome de Michel Temer

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*Por Marcos Milhomens

Foi descoberto recentemente uma nova patologia que acomete todos os políticos que ocupavam cargos de “vices” que por golpe ou renúncia, passaram ao comando do cargo “titular.”

Essa “doença” tem como principal sintoma a severa ausência de legitimidade popular. Como não foi eleito democraticamente para o cargo que ocupa, chegou lá através de um “atalho” o eterno “vice” padece na contradição de não ter passado pelo crivo do povo.

É a “Síndrome de Michel Temer.”

Sem voto, sem ter sido eleito pelo voto popular, mas acredita piamente que é legítimo.

“Ah, mas quem elege o Prefeito, também elege o vice” dirão os abobalhados.

Conversa fiada!

Ninguém vota pensamento do substituto. Ninguém escolhe o retardatário.

Vice foi eleito pra ser Vice. Ponto.

O problema é que o poder, como diria Maquiavel:  “Não se dá nem se empresta a ninguém.”

Podemos lembrar também do sábio ditado popular que diz: “Quer conhecer alguém dê poder a ele.”

Com a “caneta” na mão, os vices mudam drásticamente. Geralmente traem o grupo político que o colocou onde ele está, daí revela-se a “Síndrome de Michel Temer.”

O lado positivo dessa “doença” é que ela tem dia e hora marcados para acabar. Dois anos no máximo.

Logo o voto popular decide novamente quem comanda de fato.

Por fim, eleições chegando, escolham muito, mas muito bem seus vices. Esqueçam o lance do “tempo de televisão” como critério de escolha, isto não vale mais absolutamente nada.

Fica a dica.

Marcos Milhomens é comentarista Político

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